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A violência doméstica no isolamento social

00:30 | 24/11/2020
2411LEITOR (Foto: CARLUS CAMPOS)
2411LEITOR (Foto: CARLUS CAMPOS)

Durante o isolamento social muitas mulheres e crianças tiveram de ficar em casa debaixo do mesmo teto com seus agressores, e por conta disso a violência doméstica infelizmente obteve um aumento considerável.

De abril a novembro, a delegacia da mulher de Fortaleza registrou 350 casos de violência, sendo outubro o mês onde ocorreu mais atendimento, com 208 registros de violência doméstica, e no Brasil foram registrados 648 casos de feminicídio no primeiro semestre de 2020. Os pedidos de socorro feitos para o número 190 (polícia militar) devido a agressão física e violência subiram para 3,8% no período da quarentena.

Muitas mulheres também tiveram dificuldade de pedir socorro na quarentena, portanto para combater a violência é necessário ser criado uma rede de apoio as vítimas, com medidas e ações educacionais, sociais e jurídicas, que as façam se sentirem seguras.

Mas a grande questão a ser tratada é o que fazer para combater a violência doméstica durante a pandemia? Acredita-se que alguns serviços são de suma importância, como: um pronto atendimento às vítimas no momento que denunciam, proteção 24 horas contra os agressores, atendimento médico, psicológico, etc.

O apoio oferecido às vítimas de violência doméstica, como a própria Delegacia Especializada no atendimento à mulher, ou o 180 que é a Central de atendimento à mulher em situação de violência, e o 190 número da Polícia Militar, precisam agir de forma mais eficiente sem burocracia para que as vítimas tenham maior segurança em denunciar, sabendo que serão socorridas prontamente, portanto se você conhece alguma mulher que está nessa situação, não se cale, denuncie.

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