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Jornal do Leitor: Os impactos do coronavírus para a educação

01:30 | 28/04/2020

Durante toda a vida a gente percebe que as pessoas aprendem, não só aquilo que elas já sabem, mas, às vezes, aprendem coisas totalmente diferentes. E o nosso planeta para e nos convida a aprender a se conhecer, a se relacionar, a repensar novas perspectivas para viver consigo, com o outro e com a sociedade.

A pandemia ocasionada pelo coronavírus é, na realidade, um repensar ao conviver num planeta em que há muito tempo estava em pandemia ecológica, social, econômica, educacional e tantas outras que merecem atenção.

Pelo viés de um inimigo invisível ou de uma terrível treva branca que nos deixa inseguros e aterrorizados, obrigou-nos a fechar os olhos. Assim, pandemicamente fechamo-nos num isolamento social em solidariedade ao bem coletivo: a preservação da vida.

Mediante o isolamento social e ao quantitativo de infectados e mortos por um vírus perigoso que se instala no corpo humano, volta-se o olhar respeitoso à educação que é a responsável pelo desenvolvimento intelectual humano. Como a construção das defesas do organismo através do conhecimento e atreve-se a afirmar que, além do isolamento, a informação é a melhor defesa. Informação alinhada à cooperação que se aprende a aprender para o outro no espaço mais colaborativo do planeta: a escola.

Que recuperemos a lucidez e resgatemos, principalmente, o afeto consigo e com o outro, mas, principalmente o afeto ecológico, social, econômico, educacional e tantos outros. Eis as tarefas que cada humano tem diante da pressão destes tempos de confinamento social durante o crescimento de curva pandêmica que aterroriza, sufoca e mata.

Receber-se-á novos plays e stops educacionais depois que internalizemos o que se vive nestes tempos em que as pessoas aprendem para além do que já sabem. Ou seja, uma vida diferente o qual quem ensina é a informação e a cooperação em prol da vida.

 

Carla Freitas

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