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Jornal do Leitor: Saudade de tudo que ainda não vi

01:30 | 31/03/2020

Quando criança, por influência do meu pai, ouvi muita música. Meu sobrenome Morison, inclusive, é uma pequena amostra do quanto ele gosta de rock - a referência do nome é Jim Morrison, vocalista do The Doors, banda de rock dos anos 1970. A minha preferida, aos sete anos, era uma que dizia que era "preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Descobri que o autor dessa música se chamava Renato Russo, da banda Legião Urbana e virei seu fã, pois era como se cada verso de suas músicas fosse escrito pra mim.

Irônico foi descobrir que aquele cara que cantava o que eu queria e precisava ouvir, havia falecido no ano em que nasci, 1996. "É tão estranho, os bons morrem jovens", Renato tinha razão, mas mal sabia que ele seria mais um jovem a partir e deixar saudades. O que fica são lembranças através de suas letras que nos ensinaram a amar e que nunca devemos deixar que nos digam que não vale a pena acreditar nos nossos sonhos, até porque o sol nasce para todos. n

 

Israel Morison

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