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Jornal do Leitor: É do Paraguai

01:30 | 17/03/2020

O caso do Ronaldinho no Paraguai nos tem trazido muitas e interessantes reflexões. Costuma-se dizer quando as coisas não são tão verdadeiras assim, que elas são do Paraguai. Por exemplo, diz-se que um cego é paraguaio quando ele enxerga alguma coisa e se faz de vivente da plena escuridão. Ao servirmos um uísque considerado escocês e alguém duvida da autenticidade do mesmo, poderá considerá-lo paraguaio. Mas com a prática jurídica demonstrada pelas autoridades paraguaias com relação ao Ronaldinho e seu irmão, talvez mudemos de opinião ou até mesmo fiquemos certos de que lá no Paraguai o negócio é sério. Algema-se ídolos, a Lei é para todos independentemente do que as pessoas tenham de fama ou dinheiro, a prisão preventiva dura seis meses, ao que parece não existem manobras para libertar suspeitos por decisões monocráticas, enfim, o que estamos acompanhando até o momento, está apontando que não existe por lá o jeitinho paraguaio.

Aguardemos o desenrolar dos fatos e torçamos para que de agora em diante, todos queiram que as coisas sejam do Paraguai e que nos países da América do sul, a Lei seja igual para todos e que a Justiça não penda somente para o lado dos mais poderosos e, principalmente, para que o Ronaldinho e seu irmão provem a inocência.

 

Paulo Roberto Cândido

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