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Direto da Escola: Prisão sem grades físicas

01:30 | 05/11/2019

Antes mesmo de abrirmos os olhos, ligamos o celular para saber quais foram as mensagens recebidas durante o período em que estávamos dormindo. Num movimento automático, as mãos desbloqueiam o aparelho e, após alguns segundos (ou minutos), a tela volta a ficar desligada. Mas por pouco tempo.

Pelo resto do dia, o celular estará ali, no bolso da calça, apenas esperando o momento em que será ativado, e isso poderá acontecer a cada 30 segundos. O vício já dominou seus donos, e fica cada vez mais difícil largar o aparelho, que mesmo em encontros ou reuniões, tem presença garantida. Assim, as relações se tornam mais distantes, mesmo que elas estejam ocorrendo de forma presencial. Por fim, a reflexão e o debate sobre o "aprisionamento" da sociedade moderna ao aparelho celular se fazem cada vez mais necessários.

Miguel Araújo