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Divergência política não é motivo para deixar de curtir artista nem brigar com amigo

00:00 | 13/04/2019
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Sem o menor interesse em saber o que pensa Chico Buarque sobre política e economia. Ele é genial, assim como o Caetano. Ou melhor, like Caetano.

Pouco importa que Regina Duarte tenha falado que sentia medo do PT para defender voto em Serra. Malu e Porcina eram ótimas.

Absolutamente indiferente ao auto mandato e à renúncia do José de Abreu. Poucos fariam tão bem o Nilo de Avenida Brasil. É um senhor ator.

E o que tem a ver se Fagner tocou violão em encontro com Sérgio Moro juiz em Curitiba? Ou ainda que em 1992 a Cláudia Raia tenha sido Collor?

E Alceu Valença ter escolhido Joaquim Francisco do PFL lá em Pernambuco em 1990? Ele sofreu feito um diabo, atribui até o enfarto sofrido à pressão que sofreu. E a família Caymmi com ACM na Bahia?

Aliás, dando uma resposta ao tempo, nada muda por Nana ter espalhado suave veneno em Chico, Caetano e Gil naquela entrevista na Folha de S. Paulo. Sobre a sobrinha então, ainda menos. Eles que são Caymmi que se entendam. E Ivete desengajada da última bandeira? Bah!

Nana, Ivete é Alice são maravilhosas. Cada uma do seu jeito. Toda menina baiana tem o seu.

É possível morrer de discordar de cada um. Mas sem dar a mínima para as diferenças. Importa mais consumir a arte que eles produzem. E nada mais. Aliás, não conhecê-los é melhor.

Trazendo para os círculos mais próximos, aqueles onde ninguém precisa ter talento para entrar, é a mesma coisa.

Qual a liga entre grupos de amigos? Varia. Pode ser o trabalho, pode ser a mesa de bar, pode ser apenas o carnaval, pode ser o que for. Os desacordos de opinião não justificam as cisões. Ou melhor: se simples divergências políticas levam a tanto, não era mesmo um grupo, nem uma família. Melhor era mesmo tudo se acabar.

Em vez de presente, dever de casa

A romaria de prefeitos à Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), naquele comportamento clássico de bater na porta pedindo uma indústria para o município (tema da Coluna de 1º de março), tem se deparado com um dever de casa. Os prefeitos ouvem que não é bem assim que funciona. Não, não há indústrias na gaveta. São orientados a preencher o cadastro da Adece com tudo o que possa indicar os potenciais do município. Passam então a integrar o portfólio da Agência.

Claro que a intenção do prefeito era chegar de volta com a notícia de uma fábrica debaixo do braço. Chegam a oferecer terrenos para Adece, que nem aceita porque legalmente tem restrições e ainda ficaria com um abacaxi na mão sem uso definido e sujeito à invasão (quando sabem que área estatal é batata).

Por vezes, melhor do que mendigar uma indústria é atentar para potenciais já existentes. Pode ser no turismo, no comércio, no talento de micro e pequenos empresários locais. Sabendo focar, nem falta dinheiro para apoiar. Os Sebrae e os Senac da vida existem para isto. As câmaras setoriais reúnem entes que têm como dar apoio financeiro, desde que haja projetos.

JOGO RÁPIDO

Um dos limitadores ao desenvolvimento de muitos municípios é a baixa qualidade das gestões. Não raro, o prefeito nomeia aquela turma que o ajudou a vencer a eleição. Dá de ombros para a qualidade do time em nome dos compromissos. Os eleitores pagam a conta dobrada.

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Porque falta o básico, não é simples investir

A informação postada pelo Blog da Coluna sobre a intenção da Prefeitura de Fortaleza de fazer intervenções na avenida Desembargador Moreira causou um imenso confronto das ideias. Houve quem vibrasse com a proposta de retirar duas faixas de tráfego de veículos para criar um calçadão e uma ciclofaixa. Houve quem atirasse blocos de cimento no prefeito Roberto Cláudio, por uma alegada "atenção concentrada na zona nobre" (embora haja nobreza no subúrbio).

As pessoas que reclamam têm suas razões. Uma cidade do tamanho de Fortaleza são várias ao mesmo tempo. Quem acorda cedo para pegar a condução na periferia não tem o mesmo aparato de segurança de quem levanta cedo para correr na Beira Mar. A Capital não vai apenas da Raimundo Girão até a Pontes Vieira. As demandas são imensas e básicas.

De envergonhar quem aqui mora a falta de saneamento, de zeladoria nas vias públicas, as limitações na saúde e por aí vai. Contudo, quem governa não pode ignorar toda a cidade, mesmo a mais bem resolvida. A questão é provar que os investimentos se justificam. Quando falta o básico, isto fica mais difícil.

Secretário estadual da Administração Penitenciária Luis Mauro Albuquerque
Secretário estadual da Administração Penitenciária Luis Mauro Albuquerque

CONSTRANGIMENTO

A cada medida anunciada pelo secretário da Administração Penitenciária do Ceará, Mauro Albuquerque, todas focadas no necessário rigor e na aplicação da lei nos presídios, mais constrangedora fica a gestão anterior. Foram muitas as concessões, muitos os flancos abertos. Quem aponta é o próprio Governo.

Jocélio leal