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Falência não indica risco sistêmico

00:00 | 15/03/2019

O juiz titular da 1ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências de Fortaleza, Cláudio Augusto Marques de Sales, decretou ontem a falência da empresa Cameron Construtora. Na decisão, ordenou que a empresa apresente, no prazo de cinco dias, relação nominal dos credores, importância, natureza e classificação dos créditos. Após a publicação de edital com essa relação, os credores terão 15 dias para apresentarem suas declarações e documentos justificativos de seus créditos. Foi determinada ainda a suspensão das ações e execuções individuais dos credores.

O fim da empresa, notabilizada pelos múltiplos canteiros de obras em Fortaleza, entretanto, não indica nenhum risco sistêmico. Os piores dias do mercado imobiliário já passaram. As empresas que venceram as nuvens ultra carregadas, já veem o horizonte desanuviar. Há bancos procurando empresas para fazer negócio. Em verdade, como todos os demais setores da economia, acompanham a agenda econômica nacional atentas. Temem rachaduras no ambiente de negócios, caso a reforma da Previdência desmorone.

A falência da Cameron, já esperada, reforça os dogmas do manual do comprador inteligente. Conforme o próprio Sindicato das Construtoras (Sinduscon) orienta, é preciso estar atento na hora da escolha da construtora e do produto. Ver a documentação, checar os registros de incorporação e o histórico de quem vende, como os prazos de entrega. Não custa lembrar que a construtora precisa cobrir a garantia por cinco anos depois da entrega. Ou seja, não se pode comprar só pelo preço.

HAPVIDA

A virose no balanço

A sinistralidade (a relação entre despesas assistenciais e o total das receitas com operação dos planos de saúde) do quarto trimestre no Hapvida (60,6%) apresentou redução de 1,4p.p. quando comparada ao terceiro trimestre. A razão apontada no balanço foi o fim do período sazonal de viroses, que resulta na demissão da mão-de-obra temporária e na consequente redução do volume de exames e da utilização de materiais hospitalares e medicamentos. No ano inteiro, atingiu 59,7%, alta de 1,3p.p. ante 2017, dentre outras razões, pelo ressarcimento do SUS e pelas viroses terem gerado custos acima do estimado. Tudo acabou bem. O lucro líquido do Hapvida atingiu R$ 788,3 milhões em 2018, um aumento de 21,2% sobre o ano anterior, com uma margem líquida de 17,2. Segundo a empresa, a maior lucratividade da história do setor de saúde suplementar do País. No quarto trimestre, o lucro líquido teve um crescimento de 35,1% em comparação com o igual período em 2017, com aumento de 2,7p.p. na margem líquida. Em números absolutos, lucro líquido de R$ 234,1 milhões.

CEARÁ

O PIB artesanal

Uma efeméride, um dado, um vácuo, uma demanda. A próxima terça-feira, 19, é o Dia do Artesão, data instituída pela ONU. Não por acaso. São José é o padroeiro dos artesãos. Agora o dado: o IBGE já calculou que o artesanato movimenta R$ 50 bilhões na economia nacional. Sabendo que os números dão poder (o turismo fez isso), quem atua no segmento no Ceará sonha em ver estatísticas que mostrem o peso da atividade. Caberia ao Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (Ipece) fazer a conta (eis o vácuo). Já a demanda é visível, ou melhor, meio invisível: a sede Ceart, um centro de referência do comércio do melhor artesanato cearense, fica fora do roteiro turístico. Nem placa tem. Ademais, os visitantes levam uma lembrança desnecessária, o calor do lugar. A Ceart merece mais.

TURISMO

Iracema Arara beat

Eis um anúncio da Air France no metrô de Paris sobre Fortaleza. O destino é vendido por 499 euros, com taxas inclusas. A ação publicitária não sai apenas do caixa da francesa. O contribuinte cearense está investindo junto. A marca do Governo aparece no canto inferior esquerdo. E a estética, com esta arara no ombro? O que você achou?

A virose no balanço

A sinistralidade (a relação entre despesas assistenciais e o total das receitas com operação dos planos de saúde) do quarto trimestre no Hapvida (60,6%) apresentou redução de 1,4p.p. quando comparada ao terceiro trimestre. A razão apontada no balanço foi o fim do período sazonal de viroses, que resulta na demissão da mão-de-obra temporária e na consequente redução do volume de exames e da utilização de materiais hospitalares e medicamentos. No ano inteiro, atingiu 59,7%, alta de 1,3p.p. ante 2017, dentre outras razões, pelo ressarcimento do SUS e pelas viroses terem gerado custos acima do estimado. Tudo acabou bem. O lucro líquido do Hapvida atingiu R$ 788,3 milhões em 2018, um aumento de 21,2% sobre o ano anterior, com uma margem líquida de 17,2. Segundo a empresa, a maior lucratividade da história do setor de saúde suplementar do País. No quarto trimestre, o lucro líquido teve um crescimento de 35,1% em comparação com o igual período em 2017, com aumento de 2,7p.p. na margem líquida. Em números absolutos, lucro líquido de R$ 234,1 milhões.

O PIB artesanal

Uma efeméride, um dado, um vácuo, uma demanda. A próxima terça-feira, 19, é o Dia do Artesão, data instituída pela ONU. Não por acaso. São José é o padroeiro dos artesãos. Agora o dado: o IBGE já calculou que o artesanato movimenta R$ 50 bilhões na economia nacional. Sabendo que os números dão poder (o turismo fez isso), quem atua no segmento no Ceará sonha em ver estatísticas que mostrem o peso da atividade. Caberia ao Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (Ipece) fazer a conta (eis o vácuo). Já a demanda é visível, ou melhor, meio invisível: a sede Ceart, um centro de referência do comércio do melhor artesanato cearense, fica fora do roteiro turístico. Nem placa tem. Ademais, os visitantes levam uma lembrança desnecessária, o calor do lugar. A Ceart merece mais.

Iracema Arara beat

Eis um anúncio da Air France no metrô de Paris sobre Fortaleza. O destino é vendido por 499 euros, com taxas inclusas. A ação publicitária não sai apenas do caixa da francesa. O contribuinte cearense está investindo junto. A marca do Governo aparece no canto inferior esquerdo. E a estética, com esta arara no ombro? O que você achou?

Jocélio leal