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Editorial: Um novo olhar para a economia no Nordeste

01:30 | 16/02/2020

É um feito digno de celebração que seja o Brasil o primeiro país da América Latina a oferecer uma linha de financiamento bancário para startups. E feito maior é que essa linha seja oferecida por uma instituição como o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o que revela uma determinação clara em cumprir sua missão desenvolvimentista na região. O anúncio, realizado na semana que passou, chega para contemplar essa modalidade de negócios cada vez mais presente na economia mundial - e particularmente na nossa -, e ainda tão pouco compreendida e incentivada.

Por "startups", podemos tomar a definição de "um grupo de pessoas reunidas em busca de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza". Ou seja, muitas das empresas emergentes que surgem a todo momento ao nosso redor, e não apenas as ligadas ao ambiente virtual, como são comumente confundidas.

Chamado de "FNE startup", um desdobramento do "FNE Inovação", o programa de crédito do BNB financiará até R$ 200 mil por projeto e tem como limite até 100% de seu valor total. O montante disponível chega a R$ 2,9 milhões para aporte de projetos de inovação de produtos, serviços, processos e métodos organizacionais.

Os recursos poderão ser usados na aquisição de bens de capital, folha de pagamento, despesas de remuneração de estagiários, capital de giro, aluguel de equipamentos e outros bens e serviços. Também são financiáveis despesas com aluguel de espaço em coworking, prestação de serviços especializados, propaganda, publicidade e paid ads, bem como serviços de armazenamento de dados, a exemplo da contratação de serviços de Cloud Infrastructure (servidor, armazenamento, serviços de manutenção) e gastos relacionados à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

A linha de financiamento já está disponível em todas as agências do banco para aqueles classificados como microempresa ou empresa de pequeno porte, de acordo com a Lei Geral das MPEs, e Microempreendedores Individuais (MEI), caracterizados como startups.

O mais importante é atentar que esta nova linha de financiamento, ao fomentar o empreendedorismo numa seara inovadora no Nordeste, apoiando estas novas empresas, estimula a permanência de mentes inovadoras, ao mesmo tempo em que muda o olhar para a economia da região.