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Editorial: Economia e empregos

01:30 | 24/11/2019

Em um momento de dificuldade para e economia brasileira, quando os índices de desemprego chegam perto da casa dos 12% com mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados, é alentador observar o aumento da quantidade de postos de trabalho no Ceará. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que, em outubro, aconteceram 34.147 admissões contra 30.651 demissões no Estado, com saldo positivo de 3.496 vagas abertas.

Foram criados 8.870 empregos no acumulado dos dez primeiros meses ano. No interior do Estado também se observa o crescimento do número de empregados, com saldo positivo de 2.085 postos de trabalho, o quinto melhor desempenho do Brasil entre as cidades fora de eixos metropolitanos.

Falando sobre esses números positivos ao O POVO (22/11/2019), o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), Luiz Eduardo Barros, atribui às reformas econômicas encaminhadas pelo Governo Federal ao Congresso o "momento de transformação" por qual passa o Brasil. Barros diz que a empregabilidade no mercado formal vai levar a mais consumo, gerando demanda nos setores de produção, provocando reaquecimento da economia.

Mas, para o professor Eneas Arraes Neto, do Laboratório de Estudos do Trabalho e Qualificação Profissional da Universidade Federal do Ceará (Labor-UFC), o aumento da empregabilidade deve-se à "boa gestão pública" no Ceará, um "exemplo de governança", responsável por atrair investidores, principalmente estrangeiros. Segundo entende o professor, a economia vai melhorar mais ainda com a formação do Consórcio Nordeste, grupo que reúne governadores da região.

Entretanto, o mais provável é que o aumento dos postos de trabalho seja consequência de ambos os argumentos apresentados pelos especialistas nos parágrafos acima. Se a reforma tende a aumentar a confiança dos empresários, é também inegável que o Ceará passa por um período de crescimento devido à sua boa administração, como se pode observar pelos positivos índices de seu Produto Interno Bruto (PIB) e da consolidação do aumento de postos de trabalho, que tem números positivos há quatro meses seguidos.