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Radares salvam vidas

02:00 | 21/04/2019

Reduzir a violência e as mortes no trânsito é assunto que hoje preocupa governos de todo o mundo. No Brasil, 37.345 mil pessoas morreram em acidentes provocados por veículos motorizados em vias urbanas e estradas de todo o País. Os dados são do último levantamento do Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2016. Além das mortes, 600 mil pessoas ficaram com sequelas permanentes devido aos acidentes. Apesar dos números excessivamente altos, os números vêm se reduzindo, com queda de 27,4% das mortes em capitais.

A redução dos acidentes fatais está relacionada com maior fiscalização e às sanções aplicadas devido à Lei Seca, que completou dez anos de vigência. Fortaleza é um exemplo de como a combinação da aplicação da lei, instalação de radares e redução da velocidade das vias podem trazer resultados importantes. No ano de 2016 morreram no trânsito de Fortaleza 281 pessoas, o menor número em 15 anos, mesmo tendo aumentado a população e a quantidade de veículos nas ruas. Ainda é um número alto, mas mostra que a política para o trânsito está no caminho correto.

Tendo em vista esse quadro, soa incompreensível a proposta do presidente Jair Bolsonaro de acabar com os radares nas estradas à medida que os atuais contratos forem vencendo. Os especialistas são praticamente unânimes em afirmar que os sensores são um importante instrumento de controle do trânsito, fazendo com que o motorista fique mais atento ao cumprimento da lei.

Levantamento do jornal Folha de S. Paulo (15/4/2019) mostra que o número de mortes caiu 21,7%, em média, nos trechos de estradas em que foram instalados radares de velocidade. Os dados apontam ainda para redução de 15% nos índices de acidentes, após a instalação dos dispositivos. Assim, a retirada de radares aponta para o aumento dos acidentes e de mortes no trânsito.

A meta da Organização das Nações Unidas (ONU) prevê a redução de 50% no número de vítimas de trânsito em dez anos, contados a partir de 2011. Se o Brasil quiser chegar lá, não pode abrir a mão de radares e de uma fiscalização cada vez mais rigorosa no trânsito. n

 

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