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Review do MOBA brasileiro (e metaleiro) Heavy Metal Machines

23:18 | 03/02/2020
Review do MOBA brasileiro (e metaleiro) Heavy Metal Machines
Review do MOBA brasileiro (e metaleiro) Heavy Metal Machines (Foto: Divulgação)

Heavy Metal Machines (HMM) atropela as convenções do gênero dos MOBAs e entrega uma experiência imperfeita, mas indiscutivelmente divertida. Em um futuro pós-apocalíptico bastante bizarro, a raça humana recorre ao poder único (e irônico) do Heavy Metal - o ritmo musical proibido por toda uma geração - como salvação. Pelos poderes dos deuses do metal a humanidade foi salva e agora eles exigem adoração. Arenas foram construídas como verdadeiros templos de adoração aos deuses salvador e nelas acontecem batalhas sanguinolentas com muita violência, fumaça, e é claro, metal!

Em Heavy Metal Machines o objetivo de cada time é arremessar uma bomba na base do adversário
Em Heavy Metal Machines o objetivo de cada time é arremessar uma bomba na base do adversário (Foto: Divulgação)

Como já dito, este é mais um exemplo de MOBA lançado no PC. Neste gênero, geralmente dois times duelam por um objetivo que depende da disputa entre os jogadores especialistas em diferentes disciplinas como ataque, defesa e suporte. Heavy Metal Machines se diferencia por buscar manter manter o mínimo de semelhança com os demais MOBAs do mercado, se destacando realmente como um jogo único. Diferente dos demais, aqui cada time de quatro players comanda automóveis envenenados em busca de levar à área de recebimento (similar a um gol de futebol) uma bomba esférica. Três entregas do lado do adversário garantem a vitória e glória do metal a um dos times.

Gratuito e oferecido a partir de um modelo free-to-play, o jogo é constantemente atualizado, trazendo novos personagens, carros, skins, itens cosméticos e até arenas inteiramente novas, com percursos diferentes e características que tornam a partida ocorrida nela distinta e interessante. Na atualização mais recente, homenageando o ano novo chinês, uma nova skin, um novo emote e uma nova animação de comemoração referenciando o Ano do Rato chinês estarão à venda temporariamente.

Com envolvimento de brasileiros, a vontade da desenvolvedora, Hoplon, é bastante claro em tentar mexer na fórmula dos MOBAs atuais que, em grande parte são derivações dos maiores sucessos do segmento, como League of Legends e DOTA 2. Este é claramente um título que tenta ir além, aderindo ao gênero influências de outros jogos e revigorando o segmento.

Deus do Metal, Necrópole amaldiçoada e duas versões do Templo do Sacrifício são as quatro arenas disponíveis atualmente no game, cada uma com uma aparência distinta, porém igualmente inspiradas na estética do mundo do Heavy Metal. Em cada uma delas as partidas seguem o mesmo conjunto de regras e têm em comum a entrega das bombas na área de coleta inimiga como objetivo principal. Entretanto a desenvolvedora promete adicionar novo modos de jogo futuramente. Além da estética, o percurso de cada mapa é diferente, exigindo estratégias distintas que devem ser traçadas pelos times durante as partidas.

Separados entre as classes de Interceptador, Suporte e Transportador cada grupo, com quatro jogadores, deve montar seu time a fim de ajustá-los à arena e à equipe opositora. Cada classe tem características específicas, sendo os transportadores os mais aptos a carregarem a bomba, enquanto os suportes focam no conserto e recuperação do membros do time, enquanto os interceptadores se dedicam a atrapalhar e roubar a bomba da equipe oposta. O balanceamento das possibilidades de cada classe e dos poderes especiais de cada um dos 17 automóveis disponíveis atualmente é muito bom. É válido questionar se com um eventual aumento do número de avatares essa qualidade vai se manter. Mas, por hora, o game garante que qualquer veículo escolhido tem plenas condições de desempenhar um bom papel na partida, a depender das habilidades de seu jogador, é claro.

Review do MOBA brasileiro (e metaleiro) Heavy Metal Machines
Review do MOBA brasileiro (e metaleiro) Heavy Metal Machines (Foto: Divulgação)

Cooperação é um aspecto importante da jogatina em Heavy Metal Machines. Em sua versão para o PC, os jogadores podem facilmente inserir em seus times pessoas a partir da lista de amigos. Não há opção de cross-play já que o game só está disponível em uma plataforma até o momento. Como qualquer MOBA, as partidas são vencidas geralmente por equipes em que cada jogador domina e desempenha bem seu papel. A cada partida ganha, pontos de evolução e moeda e fama. Cada recurso pode ser usado para adquirir cosméticos variados. Há muita opção de itens compráveis sem o uso de dinheiro de verdade. Entretanto, aos que desejem obter mais itens em menos tempo, cada cosmético pode ser comprado e um passe de temporada (o Metal Pass) também pode ser adquirido, desbloqueando a obtenção de itens disponíveis por tempo limitado.

Uma review sobre HMM não estaria completa sem abordar a própria trilha sonora. Aos que detestam este estilo musical, há sempre a opção de deixar o jogo no mudo, mas para aqueles que curtem Heavy Metal, o jogo traz composições originais produzidas por músicos brasileiros, que servem mais como música de fundo do que como algo a ser escutado com atenção. Cada faixa é incrível do ponto de vista técnico, mas a falta de vocais é algo a ser lamentado. De um modo geral, Heavy Metal Machines é uma opção àqueles enjoados do modelo padrão dos MOBAs mais famosos. O game consegue ser inovador, divertido e interessante ao mesmo tempo. Há grande espaço para melhorias em relação a inclusão de novos personagens e modos de jogo, mas é admirável o ótimo trabalho que a Hoplon desempenhou com esse jogo. A amantes do metal ou de games desenvolvidos com qualidade no Brasil, o game sem dúvida dá um show.

Davi do Bacon