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Tem novidade que não desce goela abaixo...

00:30 | 12/11/2020

Pneu Run Flat - Deveria ser proibido no Brasil, pois foi projetado para resistir a furos, não a rasgos provocados por crateras asfálticas. É ótimo em rodovias do primeiro mundo. Mas, tantas foram as reclamações que importadoras estão acrescentando um estepe no porta-malas.

Nitrogênio - Invenção caça-níquel da White Martins. Custa caro e disponível apenas em poucos postos. Indicado para carros de corrida, pois a pressão não sobe com o aumento da temperatura. Não contém umidade (que oxida) e evita a perda de pressão pois não atravessa a parede do pneu.

SUV - Novo queridinho do mercado, com algumas poucas vantagens e inúmeras desvantagens. Vai na contramão da história pois é grande, pesado, bebe e polui muito, difícil de manobrar e tem centro de gravidade elevado. E o pior: comprovado estatisticamente matar muito mais que o automóvel.

Chave presencial - Inútil, cria problemas e transtorna a vida do motorista. Tem o que sai do carro (motor ligado) com ela no bolso. A mulher, filho ou motorista seguem com o carro. Que roda até ser desligado. Aí, não liga mais...

Nos EUA, teve um que deixou o carro à noite na garage (incorporada à casa), foi dormir com o motor ligado...e desmaiou!

Start-Stop - Maravilha: desliga o motor quando o carro para. Liga na hora de andar. No trânsito urbano, reduz consumo e emissões. Bom para o bolso e para o ar. Mas, como eu praticamente só ando em estradas, tenho aflição e desligo...

Comandos do rádio - Ahhh...que saudade daqueles dois botõezinhos redondinhos do rádio! Hoje está tudo magistralmente incorporado ao sistema de som, tem carro que chega para teste que eu até desisto de sintonizar a rádio de minha preferência.

Correia dentada - Nada mais confiável que o eixo comando de válvulas acionado por vigorosas correntes metálicas, como nas bicicletas....

Aí, com desculpa de reduzir do ruído (mas, na verdade, por uma questão de custo), lá veio a correia dentada. De borracha, tem limite de quilometragem, mas, muitas vezes, arrebenta antes dele. "A culpa é da região em que o carro é usado, com muito pó de minério ou poeira" ou outra desculpa qualquer. E ainda dá margem à pi-ca-re-ta-gem de se trocar (quase sempre desnecessariamente) também o tensor/rolamento. Nobre exceção: a correia dos motores Ford são banhadas a óleo e só pedem troca aos 250 mil km.

Prova de que não presta é que algumas fábricas que aderiram à já migraram de volta para a corrente.

Parafernália eletrônica - Juro que me sinto aliviado quando saio de um automóvel super moderno, carregado de eletrônica, e assumo um mais antiguinho, simples, nada mirabolante nem pasteurizado: nada de comandos por voz nem ajustes no touch screen. Não acende sozinho os faróis nem os limpadores de parabrisa. Gostoso de dirigir. Dá uma escorregadinha na curva, mas... e daí?

Elétrico -Sim, eu sei que é o futuro do automóvel. Que é a melhor solução ecológica (será mesmo?). Baixo custo de manutenção e do km rodado. Mas, só serei adepto dele quando o carregamento das baterias for rápido e largamente disponível. Até então, adoro os híbridos plug-in: dá para ir e voltar ao trabalho diariamente só no modo elétrico. Mas, quando faltar a bateria, o velho motor a combustão está lá, a postos.

Alerta de faixa -Foi uma emergência e, naturalmente, não tive tempo de acionar a seta. Dei um golpe no volante para a direita e me desviei de uma criança mais à frente, na beirada do asfalto com uma patinete. O carro chegou próximo à outra faixa, mas o sistema eletrônico deu um tranco de volta. Tive que dar outro para a direita e evitei o acidente. Por pouco...

Caixa Automatizada - Criticá-la agora é chutar cachorro morto...

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