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Que pelada!

01:30 | 14/06/2019

- Jogo Vasco 1 x 0 Ceará, ontem à noite, em São Januário, não passou de monumental pelada. Não ganhou o melhor, sim, o menos ruim. O Ceará jogou abaixo da crítica, ninguém conseguiu se salvar. Em campo um bando de fantasmas ambulantes vestindo a camisa alvinegra. Um horror!

INCONFIDÊNCIAS

(1) - ANTES da partida contra o Cruzeiro começar, Ceni chamou o atacante André Luis, ali mesmo, na borda do campo. Durante mais de um minuto gesticulava com as duas mãos como queria que ele se postasse dentro da área. O atacante só fazia balançar a cabeça. Pelo sim, pelo não, marcou dois gols, ambos de cabeça. O que uma coisa tem a ver com a outra. Nada ou quase tudo...

(2) - INCONFIDÊNCIA é assim. Um jogador do Cruzeiro, logo o hino nacional terminou, foi ao encontro de um atleta tricolor, perguntando-lhe - "Vocês aqui estão atrasados em quantos meses?". Pronta-resposta - "Aqui, estamos em dia". O outro retrucou - "Parabéns. Lá estamos há dois meses sem ver a cor do dinheiro..."

(3) - NEM um árbitro tão veterano como Héber Roberto Lopes conseguiu, ou fez que não viu, repreender Ceni que, ali na área técnica, reclamava, gesticulava, bradava, quase entrando em campo. Se fosse mais duro lhe daria um amarelo ou o excluiria de campo. Ceni é Ceni. E o apitador carequinha fingia não ser com ele, pra melhor passar. Que paspalhão!

(4) - POUCOS notaram. Foi a primeira partida que Derley entrou na Série A. A maioria ficou ali no banco. Ceni não gostava do seu futebol truculento e chegou ao desplante de dizer que o colocou em campo mais pelo espirito de luta do que pela técnica.

(5) - MANO Menezes ao ver seu time distribuindo botinadas ao invés de jogar um futebol limpo, não se conteve e foi pra borda do campo, gritar e xingar com seus comandados. Alvo principal, Thiago Neves, que fingia estar jogando. Outro, o atacante Sassá, que chuta o que encontrar pela frente, até a grama, aproveitando-se do corpanzil que tem. Seu gol foi em chute mascado, sem querer, ajudado pelo goleiro Felipe Alves, que escorregou na tentativa de defender.

EXPLICADO & JUSTIFICADO

- REFLEXO de o Fortaleza ter ido parar na zona de rebaixamento traduziu-se com a presença de 17 mil pagantes no Castelão.

- AINDA assim esperava-se público maior que aquele se o Tricolor estivesse voando na Série A? Claro que sim.

- REAÇÃO do torcedor é comparada a maré. Se time está de cima, ele acompanha a subida. Se começa a descer, baixa a crista.

- QUEM foi ao Castelão pode não ter visto um grande jogo, contudo viu o Tricolor sair da zona de rebaixamento após o 2 a 1, entregando à Chapecoense de mão beijada o seu lugar no trono do inferno...

CHOREI, CHORÃO

- ANDRÉ Luiz, estava tão ansioso pra justificar sua vinda para o Fortaleza que não conteve choro no primeiro gol que marcou, desviando de cabeça a trajetória da bola lançada por Marcinho, pegando o ótimo goleiro Fábio no contra-pé.

- REPETIU a dose no segundo. O da virada e da vitória. Se todo gol que marcar, o André Luiz chorar, não demora e será apelidado de bebê chorão...

MARCAS IGUAIS

- POUCOS repararam. A publicidade master do Cruzeiro, que também perdeu o patrocínio da Caixa, é exatamente igual a que o Fortaleza ostenta (que palavra!) no centro da camisa.

- TRATA-SE da DIG . Um banco digital que resolveu investir no futebol.

- CEARÁ, que nada conseguiu até agora pra colocar no local mais visível da camisa, o jeito é apelar para o tradicional 'SOU MAIS', que maioria dos torcedores não entende do que se trata.

- APELO para o torcedor aderir ao programa de sócio-torcedor. Parece não funcionar pois até o momento não saiu da casa dos 20 mil. Acorda, marketing!