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Para onde vão?

01:30 | 10/06/2019

CEARÁ empata no Castelão com o Bahia (0 a 0). Fortaleza perde para o Grêmio, lá na serra gaúcha (1 a 0). A pergunta é uma só, valendo para os dois — para onde vão alvinegros e tricolores?

CASO por caso. Empatar em casa nunca foi bom negócio. Principalmente se o adversário é do mesmo nível, da mesma região, caso do Bahia. Melhor do que perder, dirão em coro os fanáticos? Sim, claro. Perder seria catastrófico, embora empatar em casa tenha sido ruim.

SE alguém levou vantagem neste empate, este alguém foi o Bahia. Mas ganhou o mesmo ponto do Ceará? Porém com uma enorme diferença. Qual, cara-pálida? Este pontinho que o tricolor baiano ganhou o guindou ao G-4, lá em cima, entre os grandes, incluso o Palmeiras, bam-bam-bam do Brasileirão.

ESTE mesmo pontinho que o Ceará faturou em casa praticamente não o tirou da posição onde estava. Perdido entre os da zona intermediária. Se faturasse os três pontos teria dado uma alavancada. O que sobrou de boa vontade ao Alvinegro faltou-lhe em futebol que o fizesse vencer.

DETALHE. Boa vontade é como consolo. Não leva praticamente a nada. A vitória era imprescindível. Infelizmente o Ceará não soube tirar proveito de jogar no Castelão apoiado por sua torcida, que saiu frustrada. Com toda razão.

UM PALMO DO NARIZ

AQUELE papo de que tinha tudo pra vencer não enche barriga de ninguém. Até porque o Bahia sabe o que quer quando joga fora. Exatamente o oposto do Ceará, que não sabe pra onde vai quando atua em seu terreiro. Eis a grande diferença.

BAHIA veio pra empatar e vencer quando sobrasse uma chance, no que resolveram chamar de "última bola" ou um contra-ataque pegando um rombo qualquer na defesa alvinegra. Desta vez não houve, principalmente porque o Carleto voltou a ser titular. Enderson Moreira queria enxergar esta verdade um palmo adiante do seu nariz.

PELO menos Carleto tem chute forte e sabe bater falta. O João Lucas, que o treinador Enderson teimava em escalar como titular, não tinha nenhuma das duas coisas. É ruim. Principal problema do Ceará continua sendo lá na frente. Bergson, que se propôs a posar de substituto do Roger, chega ao cúmulo de ser pior que ele. Aliás, neste time do Ceará salva-se, do meio pra frente, só o Galhardo, a andorinha, só que não faz verão, nem inverno, nem outono.

MORAL da história. O Bahia adorou o 0 a 0 que o fez chegar ao G-4, enquanto o Ceará ficou naquela de chorar o leite derramado. Aquele mesmo, de ter perdido a grande chance de vencer. Por ruindade em demasia dos seus atacantes. Trocando um pelo outro, nenhum de volta.

NADA VEZES NADA

NÃO foi por falta de aviso. Campeão da Copa do Nordeste não é referência pra nada. Pelo menos em termos de Brasileirão. De que adiantou o Fortaleza carregar este título e nos três jogos seguidos (dois pelo Brasileirão e um pela Copa do Brasil) perdeu todos três? Nordestão, vezes nada, é nada mesmo.

ÚLTIMA derrota, depois de perder pro Flamengo e Athletico-PR, contra o Grêmio, que vem às turras no Brasileirão - 1 a 0 dentro do Centenário, em Caxias do Sul. Gol da vitória na reta final da partida foi de amargar. Tricolor merecia ao menos empatar? Pelo esforço sim. Mas esforço só não vence nem empata jogo. Se falta bola, falta tudo.

QUEM tirou maior vantagem foi o Grêmio. O Fortaleza deu os 3 pontos que precisava pra sair da zona de rebaixamento. E o Tricolor ficou onde? No maldito Z-4. Dos males o menor? Ok, ok, pelo menos serve como consolo, pois aquele papo de cansado, língua de fora, encheu até as tampas.

PELADA DE QUINTAL

ANTES de entrar na Copa América, que só vai servir pra encher linguiça, a seleção do Brasil, dirigida pelo Tite, goleou Honduras (7 a 0). Uma pelada de quintal. Honduras está pro futebol mundial como o Quixadá está pro futebol cearense. Pode ser o Icasa também, ou Iguatu, ou Tiradentes, qualquer um desses da raia miúda. Com o devido respeito. Honduras foi um prato cheio pra mostrar que o Brasil, sem o enrascado Neymar, pode vencer de goleada. Se é assim, viva o Brasil! E salve Honduras. Que veio salvar a pátria do Neymar...

 

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