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Parece, mas não foi

01:30 | 27/05/2019

- SE não foi um grande jogo, aquele Fortaleza 1 x Vasco 1, embora parecesse, também não foi uma pelada, como até se fazia crer. Salvou-se o jogo, pelos dois gols - um pra cada lado - apesar da pouca intensidade, a excessiva troca de passes de irritar qualquer torcedor e o cai-cai dos jogadores por qualquer empurrão. Torcedor vai a um estádio na esperança de ver um bom jogo. Não viu.

- O QUE também poderia parecer fácil pro Fortaleza, levando em conta que o Vasco é o lanterna do Brasileirão, com visíveis limitações técnicas, o Tricolor acabou sendo surpreendido. Não pelo futebol posto em prática pelo Vasco. Muito mais pelo péssimo futebol apresentado por ele, Fortaleza. Muito distante do time intenso que venceu o Botafogo-Pb, na última quarta. Então foi outro time? Até pareceu.

O SALVADOR

- NÃO fora o belo gol de Romarinho - ele mesmo, quem diria? - o Fortaleza podia ter saído amargando uma derrota inesperada. Pra frustração dos torcedores e principalmente do técnico Ceni. Quando tudo caminhava pra uma vitória vascaína, Romarinho recebeu uma bola da entrada da área, arriscou e estufou as redes de Sidão. Romarinho foi o salvador tricolor...

PIXOTADA FATAL

- GOL do Vasco surgiu de uma terrível pixotada do zagueiro Natan. Aliás, muito fraco. Por qual razão Ceni insiste com ele? Pelo prazer de fazer o tal rodízio. Se pelo menos escalasse alguém à altura do Roger Carvalho, ainda vá lá.

- NATAN não tinha nada que atrasar pro goleiro Felipe Alves, quase do meio do campo, quando bem podia olhar pra frente na busca de algum companheiro. Arriscou e se deu mal. O chute saiu fraco, Rossi aproveitou pra entrar livre. O único recurso do goleiro Felipe Alves era derrubá-lo. Pikachu, de pênalti, fez 1x0.

NEM MAIS, NEM MENOS

- POR um acaso o Fortaleza merecia a derrota? Não. Mas também não merecia vencer. Como até teoricamente poderia se prever. Futebol com seus mistérios, mesmo com o Tricolor tendo o Castelão a sua mercê. Perder teria sido um horror.

- OUTRA lição ensinada pelo futebol. Um jogo jamais será igual ao outro, ao cabo de quatro dias. Nem se fosse de uma semana. O Fortaleza encurralou o Botafogo-Pb, alugando meio campo, porém não repetiu a dose com o Vasco. As peças não engrenaram e o badalado sistema ofensivo do Ceni emperrou.

- DO Vasco não se esperava mais do que aquilo que fez. É um time com limitações, apesar de Luxemburgo. Mas como no dizer da sabedoria do grande Dimas Filgueiras, não há cavaleiro bom pra cavalo ruim.

MANJADINHAS

- AINDA assim, Luxemburgo surpreendeu Ceni com duas linhas de quatro homens. Praticamente, imobilizou o tricolor. Com peças limitadas um técnico de futebol, que sabe das coisas, tem que fazer o que está ao seu alcance.

- TRADICIONAIS jogadas, que já se tornaram manjadinhas, de explorar os dois pontas, dribladores e velozes, não funcionaram. Edinho foi bem vigiado e do outro lado Marcinho muito distante de ser o que é. Não deu um mísero drible em velocidade pra dentro, principal característica. E o Osvaldo, que entrou em seu lugar foi um a menos. Desgraça pouco é bobagem, Edinho saiu com problema na virilha. Deve passar bom tempo fora dos gramados. Pior pro Fortaleza que perdeu seu melhor jogador.

TÃO DISTANTE

- COMO Brasileirão não para, Ceará estará hoje bem distante dos olhos da torcida. Dentro da Ressacada contra o Avaí. Lá não é fácil. O Avaí pode não ter um bom time, mas o Ceará ainda arruma sua casa com um novo técnico. Incógnita.

... E A CASA CAIU

- FERROVIÁRIO, que se jactava de estar invicto mesmo jogando fora de casa, perdeu ontem (3x1) pro Sampaio Correia, no Castelão. Lá do Maranhão...

 

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