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Tantas emoções

05:00 | 25/02/2019

- JOGO bom de se ver aquele de ontem entre Fortaleza e Bahia, no Castelão. O 2 a 2 fez justiça. Pois se ninguém mereceu sair perdendo de campo, ninguém mereceu ter perdido. Jogo parelho é assim. Fortaleza abriu o placar através de Júnior Santos, numa vacilada geral da defesa, inclusive do goleiro Douglas que furou.

- BAHIA não se deu por vencido no segundo tempo. Foi em busca de ao menos empatar, acabou virando (2 a 1), porque o Fortaleza ajudou recuando todo o time pra garantir o 1 a 0. Mais um vacilo do técnico Ceni. Se põe o time pra atacar teria vencido aproveitando o desespero do Bahia. Ao recuar, deu chance ao adversário de chegar ao gol de Boeck até com certa facilidade explorando as duas laterais.

- NÃO demorou pra surgir o gol de Ramires, em chute de média distancia. Três minutos depois, Gilberto, provando o artilheiro que é, desempatou. Gol de quem sabe das coisas. Entre dois zagueiros girou o corpo e totalmente livre deslocou Boeck. Um belo gol, ratificando sua fama de goleador.

- CABIA ao Fortaleza fazer o que fez. No desespero, ajudado por sua torcida, foi buscar ao menos o gol de empate, que veio através do colombiano Quintero, de cabeça. Ele subiu livre em bobeada da zaga após escanteio bem cobrado por Tinga. Fortaleza só não chegou à vitória porque a trave salvou, em chute desferido por Júnior Santos. A pressão do Fortaleza, diante do recuo do Bahia. Edinho, por pouco, não desempatou no último minuto, dentro da pequena área. O goleiro Douglas praticou a mais bela e importante defesa do jogo. Contudo, 2 a 2 premiou a dupla tricolor e o público que foi ao Castelão. Acabou vendo um bom jogo onde tantas emoções aconteceram.

A (QUASE) ZEBRA

- DE pouco ou, de nada mesmo, adiantou a presença do técnico Lisca na área técnica, se dentro de campo, com seu time B, a turma da laranja, o Ceará não jogou bulhufas. O empate (1 a 1) diante do péssimo Barbalha por pouco não provoca a segunda grande zebra do Campeonato, não fora o gol salvador de Ricardo Bueno, na reta final do jogo.

- SE é que existe uma quase zebra, a do jogo no Domingão pode ser rotulada assim. Partida tão ruim de dar calo nos olhos dos poucos torcedores que lá compareceram. Já disse mil vezes - torcedor não aguenta ver em campo time reserva quando paga pra ver a equipe principal.

- FICAR poupando titulares sob a bruxuleante desculpa de que a turma do principal precisa ficar descansando pras próximas batalhas é um risco sem tamanho. Ceará levante as mãos para os céus não ter perdido, não fora o Barbalha, além de ruim, preocupado em jogar na retranca. Se fosse pouco mais ousado venceria a partida até com facilidade.

DESCULPA AMARELA

- JOGADOR de futebol foi contratado, além de bem pago, pra entrar em campo. Titular é titular e reserva estamos conversados. Essa desculpa de tão amarela já não cola mais.

- LUGAR de saber quem merece ser titular ou ficar no banco é para os indefectíveis treinos secretos. Qualquer treinador, por mais chulo que seja, está na obrigação de saber quem é titular e quem é reserva.

- TIRANTE um ou outro, quando raro, é ruim este time B do Ceará. Ruim de doer. Tanto que só foi melhorar quando Ricardinho entrou, enquanto Chico Coreano continua sendo a melhor de todos os novos reforços trazidos pela diretoria alvinegra. O Coreano por pouco não empata numa cabeçada fulminante que a trave aliviou.

- RESULTADO de 1 a 1 fez o Ceará perder um ponto precioso, quando poderia ter faturado facilmente mais três e disparado na ponta do Campeonato. Ficar poupando jogador titular pra que descanse pode fazer estragos. O Alvinegro livrou-se de um desses ontem, embora o empate não tenha tirado a suja da péssima atuação.

TEMPO DO RONCA

- FAVOR não traçar paralelo daquele Ceará que atropelou o Guarany-S para aquele que jogou, melhor dizendo, quebrou a bola contra o fraco Barbalha, cuja colaboração para o empate (1 a 1) foi inestimável. Washington Luiz já estava na idade de aprender lição do tempo do ronca. Vale lembrar - quem joga todo atrás está pedindo pra perder. Só não perdeu porque o Ceará foi ruim e incompetente.

 

ALAN NETO