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Mandetta comenta demissão de Azevedo e Silva da Defesa e faz alerta para trecho de nota oficial

Henrique Mandetta lamentou a saída do general Azevedo e Silva do Ministério da Defesa e fez alerta para os motivos que levaram à decisão

07:53 | 30/03/2021
 Luiz Henrique Mandetta falou sobre as recentes mudanças nos ministérios do governo Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Globo)
Luiz Henrique Mandetta falou sobre as recentes mudanças nos ministérios do governo Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Globo)

O ex-ministro da saúde do governo Bolsonaro (sem partido), Henrique Mandetta, comentou a saída do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. Ele fez alerta para o motivos que levaram à decisão e para trecho da nota oficial em que o general afirma ter preservado as “Forças Armados como instituições de Estado”. 

"O ministro da Defesa, General Azevedo e Silva é um homem extremamente equilibrado. Precisamos atentar para os motivos pelos quais ele deixa o governo. Sai dizendo: "Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado", escreveu Mandetta em seu perfil no Twitter.

O general do Exército informou o desligamento por meio de nota oficial publicada na tarde desta segunda-feira, 29. A imprensa especula que a decisão de Bolsonaro foi motivada pela fala de manifestações de apoio das Forças Armadas ao seu governo. Um comentário recente do presidente, opondo-se às medidas de isolamento rígido, afirmando que não colocaria “meu Exército”, em seus palavras, para “obrigar o povo a ficar em casa”, também teria repercutido mal e tensionado as relações.

Desde que assumiu a pasta em 2019, Azevedo e Silva já antecipava sua posição de que a política não deveria “entrar nos quartéis”. Segundo informações do Estadão, outros oficiais podem acompanhar sua saída: o general Edson Pujol, da Marinha; o almirante Ilques Barbosa Júnior, e o brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez, da Aeronáutica.

Ainda nessa segunda-feira, 29, o ex-ministro da Saúde também comentou a saída de Ernesto Araújo das Relações Exteriores. Ele fez críticas à gestão de Ernesto na pasta e falou ainda do histórico de respeito da política externa brasileira que hoje, segundo ele, “patina no terreno escorregadio da ideologia”.
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“Ernesto Araújo já vai tarde. Sua condução desastrosa da Política Externa brasileira contribuiu muito para o momento dramático que estamos vivendo. Nos deixou sem vacinas e sem nenhuma credibilidade internacional”, declarou.