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REVIEW: Metroid Dread

Samus está de volta!
19:10 | Out. 13, 2021
Autor Davi Rocha
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Tipo Notícia

O novo Metroid é um daqueles games em que, mesmo quando você está empacado em uma área difícil de passar ou frente a um chefão intransponível, a sensação de estar curtindo aquele jogaço simplesmente não vai embora. Seja por uma nova atualização na minha armadura ou para descobrir mais um pedaço de seu enredo intrigante, este é mais um exclusivo da Nintendo difícil de parar de jogar.

Independente de estar jogando no novíssimo Nintendo Switch OLED ou não, Metroid Dread é um título impressionante. Isto não apenas pelo visual, mas por vários aspectos diferentes que compõem a proposta de valor de mais uma aventura da caçadora de recompensas, Samus Aran. Em uma experiência de jogo nem muito longa, nem muito curta, passando por diferentes áreas, com biomas e inimigos alienígenas diferentes e interessantes, é notório que o título leva o poder gráfico do Nintendo Switch ao limite do que é possível reproduzir em 60 quadros por segundo em uma resolução de imagem decente.


A história do jogo dá continuidade às aventuras de Samus tidas em consoles passados da Nintendo. Ainda sim, dada a simplicidade da trama e as soluções de storytelling da equipe criativa, é possível aos novatos na franquia, se atualizarem e acompanharem a narrativa sem prejuízos. Nela, acompanhamos Samus chegando a uma região inóspita da galáxia em busca de respostas no planeta ZDR. Em perseguição a uma espécie alienígena, conhecida apenas como “X”, Samus descobre mais sobre a conexão desta raça a outra, a dos Metroids, e à própria Samus, que anteriormente teve seu DNA e armadura alterados geneticamente durante um embate entre as duas espécies extraterrestres. As máquinas conhecidas como EMMI foram despachadas ao planeta ZDR na esperança de ajudar Samus em sua jornada. Infelizmente, de maneira misteriosa, Samus acaba ganhando com EMMI mais um grupo de inimigos para dar conta enquanto desvenda quem está por trás das ocorrências que a levaram ao planeta onde o game acontece.

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Mesmo um pouco confusa, como disse, a trama é bem contada em função das boas decisões de storytelling tidas pelo estúdio responsável pelo game. A introdução de novos inimigos a um cenário narrativo já construído e consolidado pelos títulos que o antecederam é muito bem feita e apenas acrescenta aos temas e momentos interessantes que o jogo oferece. Os EMMI operam como máquinas implacáveis, que monitoram alguns espaços por onde Samus precisa atravessar e servem para mudar e manter fresca a dinâmica do jogo. Ao interagir com um deles, Samus muda de caçadora para caça, forçando o jogador a pensar mais e como escapar do que em como derrotar este tipo de ameaça.

Enquanto a dinâmica da maior parte do jogo é similar a de outros jogos de plataforma 2-D que o precederam, em Metroid Dread, a presença dos EMMI introduz momentos de tensão que mudam o ambiente do jogo, deixando tudo mais variado e interessante. Amantes de jogos como Alien Isolation e A Plague Tale: Innocence reconhecerão rapidamente a atmosfera contida nestes momentos em Dread. Já os fãs da franquia Metroid sentirão novas emoções, mesmo em um espaço já bastante conhecido e familiar. Embora seja possível escapar, ser capturado por um EMMI pode significar a morte instantânea da personagem. Cabe ao jogador, então, encontrar armas e outras tecnologias capazes de confrontar os diferentes tipos de EMMI presentes.

Seja pela descoberta de novas áreas, ou pelo incremento de habilidades no traje da personagem principal, em Dread, progredir é o principal foco do jogador constantemente. Dito isso, as partes mais frustrantes do jogo acontecem exatamente quando essa progressão é impedida por obstáculos pouco inventivos e interessantes. Seguindo uma prática comum da série - mas que já poderia ter sido deixada de lado - várias áreas no mapa só podem ser acessadas se o jogador atirar nas paredes para revelar rachaduras que podem ser quebradas. O problema é a simples falta de dicas visuais que minimamente estimulem o poder dedutivo do jogador para estas áreas quebráveis do espaço.

Metroid Dread prospera pela qualidade visual e por um design de jogo simples, mas efetivo. Apesar de se ainda se manter preso a algumas idéias ultrapassadas, é uma experiência satisfatória e, por vezes, emocionante que avança coroa uma das séries mais amadas - e injustiçadas - da Nintendo.

Metroid Dread está disponível exclusivamente para o Nintendo Switch.

 

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