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REVIEW - World War Z: Aftermath

Jogo conta a história de grupos de sobreviventes que estão tentando escapar dos zumbis, resgatando pessoas importantes para descobrir as causas desse desastre
22:19 | Out. 05, 2021
Autor Davi Rocha
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Tipo Notícia

Um mundo infestado por zumbis. A humanidade luta pela sobrevivência do que restou. Pequenos grupos espalhados por todo o planeta enfrentam os perigos que tomaram conta de suas cidades para escapar com vida. Achou tudo isso repetido demais? Realmente, o gênero de “Apocalipse Zumbi” é algo que vira e mexe, volta a atenção da cultura pop. Porém, a temática em si não precisa ser o foco para que um jogo que trate sobre o tema seja bacana, mas as mecânicas de gameplay e cooperação. E nisso, World War Z.

O jogo, que se assemelha muito aos antigos jogos da série “Left 4 Dead” tenta contar uma história dividida em capítulos, inserindo os zumbis em locais reais do planeta, mostrando grupos de sobreviventes que estão apenas tentando escapar dos zumbis, como times de ação táticos resgatando pessoas importantes para descobrir as causas desse desastre. A expansão Aftermath traz consigo não só os 5 capítulos do jogo original, que se passam em Nova Iorque, Jerusalém, Moscou, Tóquio e Marselha, mas também novas missões em Roma, onde os sobreviventes fazem uma investida para retomar a cidade do Vaticano, e na península de Kamchatka, na Rússia, onde parte dos sobreviventes do jogo original interagem com novos personagens.

Os zumbis, inclusive, são um ponto alto do jogo: são rápidos e ágeis, e chegam até a subir uns nos outros para alcançar locais mais altos. Se você passar muito tempo focando sua atenção em um ponto único, provavelmente você será surpreendido por inimigos que se aproximarão de você pelas laterais e costas, em não vão ter piedade nenhuma em abaixar sua vida rapidamente nas dificuldades mais elevadas. Trabalho em equipe para se manter vivo é, no mínimo, essencial.

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À medida que o jogador vai progredindo nas fases, os desafios são apresentados como localizar chaves, utilizar sistema eletrônicos e defender pontos estratégicos de hordas de zumbis. Em termos de jogabilidade, o game pode ser apreciado em terceira pessoa, como já era no jogo base, como na novíssima visão em primeira pessoa, tanto nas novas campanhas quanto nas clássicas. Além disso, o grande diferencial de World War Z para os jogos que concorrem com ele é o sistema de classes, cada uma focada em habilidades diferentes como a classe “médico”, que utiliza os itens de cura com um aproveitamento melhorado tanto para utilização própria como em parceiros, os “Gunslingers”, focados em utilização de armas de fogo, os “Slashers”, especialistas em combate corpo-a-corpo, os “Dronemasters” que possuem um drone que auxilia tanto no combate como na proteção de aliados, dentre outras, totalizando oito classes que se diferem no gameplay e possibilitam combinações diferentes, tendo em vista que a equipe é formada apenas por 4 jogadores.

Além do tradicional modo cooperativo, o jogo ainda conta com um modo competitivo que possui modos PvPvE, onde duas equipes de sobreviventes disputam entre si e os zumbis com partidas de combate direto entre os times ou conquistas de objetivos, como no modo “King of the Hill” ou “Vaccine Hunt”. Além disso, o sistema de classes apresenta classes diferentes do modo campanha, dessa vez com dez variações de habilidades, tornando a dinâmica de jogo totalmente diferente da experiência comum.

Não se deixe enganar: World War Z: Aftermath pode até parecer com os seus concorrentes, mas possui uma personalidade própria. Caso você seja fã da temática, vale a pena dar uma conferida. Com muita cooperação, desafios e ação, o jogo é uma boa alternativa para quem gosta de atirar em zumbis com os amigos. 

Texto em colaboração com Caio Nogueira, do podcast A Semana em Jogo.

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