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REVIEW: Knockout City

Jogo competitivo de queimada reúne mecânicas de jogo divertidas e muito estilo
17:04 | Ago. 12, 2021
Autor Davi Rocha
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Davi Rocha Autor
Tipo Notícia

Antes de começar a ler essa análise, faça um favor a você mesmo e baixe Knockout City neste exato momento. O motivo é simples: o jogo está disponível gratuitamente para baixar e jogar durante 10 dias em todas as plataformas atuais. Fora isso, já vem de fábrica com cross-play, facilitando a vida de quem quiser jogar em grupo, mas tem os amiguinhos espalhados por entre consoles e o PC. Enquanto o download não termina, manda ver na leitura sobre alguns motivos que te farão, possivelmente, manter o game instalado, mesmo após o fim do período de teste grátis.


Knockout City tem um nome difícil, mas é bem fácil de entender. Este é basicamente um multiplayer de tiro em terceira pessoa em que armas e munições dão lugar a bolas de queimada e muito estilo. A pegada geral do título é uma mescla do jogo Splatoon com o filme Nos Tempos da Brilhantina (aquele mesmo, com o John Travolta e tudo mais). Seu visual mistura os tempos clássicos das jaquetas de couro e dos topetes, com um aspecto futurista cheio de cores e muito neon. Cada jogador tem direito a personalizar até três personagens diferentes, cada um com vestimentas, cabelos e emotes diferentes e interessantes.


Apesar de toda a customização possível, cada personagem jogará igual aos demais. Não há maneira de pagar por desbloqueáveis que mudarão a sua performance em campo, apenas o seu estilo. Não há também árvores de habilidades personalizáveis ou itens compráveis que melhorarão os poderes do jogador. O sistema de jogo é relativamente simples e intuitivo. Em jogo, você só poderá fazer duas coisas além de se movimentar: pegar e arremessar uma bola contra seus oponentes ou na direção de seus parceiros de time. Ao manter o botão de arremesso pressionado, você é capaz de fazê-lo com mais força. Da mesma forma, ao utilizar o comando de pegar a bola no momento em que alguém lança uma contra você, é possível capturar o objeto sem receber dano e arremessá-lo de volta ao oponente. Cada jogador tem um número limitado de vidas. Ao receber duas boladas consecutivas, é fim de papo e ponto para o time adversário. Ganha o time que reunir a maior quantidade de pontos ao final da partida.

Ao mesmo tempo que oferece um gameplay simples e acessível, Knockout City traz um sistema de jogo que premia os jogadores mais dedicados e habilidosos. A maior parte das interações é definida pelo timing entre o lançamento e o encontro da bola com o jogador. Erre por alguns milésimos de segundo e o arremesso inofensivo do adversário, se torna a bola que lhe irá tirar a vida e dar o ponto final da partida ao time opositor. A diferença entre assistir a uma partida de novatos e jogadores experientes é enorme. É impossível assistir a uma partida entre times de alto nível e não sentir os batimentos cardíacos acelerando naturalmente. Cada embate leva de cinco minutos. Portanto, mesmo aqueles que não souberem jogar, sofrerão por pouco tempo ao enfrentarem oponentes mais habilidosos.

Similar a outros títulos para múltiplos jogadores, há diversos modos de jogo para se experimentar, incluindo clássicos como todos contra todos, e Kill Confirmed, onde é necessário confirmar a eliminação coletando itens dos oponentes caídos. Junto à variedade de modos de jogo, há também bolas especiais que mudam a dinâmica de jogo introduzindo modificadores ao serem carregadas. A bola lunar deixa o jogador mais tempo no ar após um salto, enquanto a bomba relógio, faz exatamente o que seu nome insinua, explodindo segundos após ser arremessada.

Além dos diferentes modos de jogo, já no lançamento, o Velan Studios - responsável pelo título - disponibilizou uma lista enorme de itens cosméticos que podem ser desbloqueados com o acúmulo de pontos de experiência ao final de cada partida. Um sistema de progressão, chamado de Street Rank oferece diversos níveis de evolução, cada um liberando novas peças de roupa, cabelo, emotes e demais acessórios, incluindo até o carro voador de onde sua equipe entrará no começo de cada partida. Desafios diários e semanais aumentam a obtenção dos pontos de evolução e trazem, eles mesmos, recompensas próprias. Há ainda a opção de compra de itens com dinheiro real para aqueles que não desejam esperar até acumular pontos o suficiente para tal.

Segundo os desenvolvedores, o game trará em cada nova temporada novos modos de jogo, mapas, bolas e itens cosméticos. O jogo permite a criação de times, funcionam como clãs e que permitem aos membros participantes ingressar em desafios semanais especiais e compartilhar itens comuns, como o próprio símbolo customizado da equipe. No futuro, o Velan Studios espera ter um jogo repleto de equipes rivais, cada uma com sua própria estética, estilo de jogo e características únicas. Jogadores iniciantes com talento serão recrutados por estes times e as equipes de maior destaque ascenderão dentro das comunidades criadas dentro e fora do jogo. Mas tal futuro só será realmente possível se o game encontrar uma base sólida de usuários que esteja disposta a manter o jogo vivo. Dado o amplo e fervilhante cenário dos jogos competitivos online de hoje, é difícil conseguir emplacar um título que não traga o semblante de outros mais conhecidos, como Call of Duty, Fortnite e outros. Knockout City tenta fazer diferente e esta é, ao mesmo tempo, sua maior força e fraqueza.


Knockout City está disponível para Playstation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC.

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REVIEW: Phantom Abyss (Acesso Antecipado)

ANÁLISE
17:41 | Jul. 28, 2021
Autor Davi Rocha
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Algo notável sobre videogames é a capacidade que um jogo tem de ser divertido e doloroso ao mesmo tempo. Dentre vários jogos que atingem esse feito, Phantom Abyss é um exemplo recente. Distribuído pela famosa Devolver Digital, é um título multiplayer assíncrono que coloca jogadores uns contra os outros em busca de relíquias escondidas em templos cheios de armadilhas, criados de maneira randômica (ou procedural) pelo computador. O ciclo da jogabilidade de Phantom Abyss é bastante simples. O jogador deve percorrer câmaras de um templo criadas aleatoriamente e repletas de valas escondidas, espinhos e perigos ameaçadores, enquanto tenta sobreviver, avançando o mais fundo possível e coletando o máximo de recursos antes da inevitável morte. Ao adentrarem em uma câmara já percorrida por um outro jogador, o fantasma deste surge e pode servir de indicador da localização das armadilhas ou pode confundir o jogador, o levando para o caminho errado do labirinto.

Com apenas um chicote que possibilita agarrar-se em paredes e plataformas longe do alcance, o game exige um alto grau de habilidade, pensamento rápido e persistência para ser jogado plenamente. As mecânicas de movimento aqui imitam as de outros títulos de corrida e acrobacia em primeira pessoa, como Mirror’s Edge e Ghostrunner. Além de usar o chicote, é possível pular, deslizar e se agachar. A ideia é ter um conjunto simples e intuitivo de comandos que necessitam ser dominados com o tempo. Além de evitar as armadilhas, o jogador precisa estar atento a baús escondidos e à relíquias que possibilitam o desbloqueio de habilidades que duram até o final daquele percurso.

A dificuldade em Phantom Abyss é determinada a partir do quão experiente o jogador vai se tornando. Depois de algumas tentativas mal sucedidas, as seções iniciais de cada templo vão se tornando mais fáceis pelo mero aprendizado obtido até então. Em partes mais avançadas, contudo, o jogo introduz desafios ainda maiores, como os guardiões, estátuas flutuantes que seguem o jogador e lançam contra ele poderes diferentes. Alguns soltam bombas tóxicas, enquanto outros perseguem ferozmente o jogador e com apenas um toque, podem lhe roubara vida.

O sistema assíncrono de competição presente no game é um de seus maiores atrativos, mas oferece pouco mais do que uma novidade que logo pode se tornar totalmente ignorada pelos jogadores. Ao entrar em uma câmara, o jogador é informado sobre quantas pessoas já correram ali e pereceram. Seus fantasmas irão percorrer o mesmo caminho que o jogador e podem ser seguidos ou não por ele. Existe a chance de encontrar baús escondidos através da ajuda não intencional de um fantasma, assim como é possível ser enganado intencionalmente por um jogador que, de propósito, morreu para apenas confundir aquele que for seguir seu fantasma. A mecânica procura dar ao jogador dois sentimentos distintos. Em primeiro lugar, o de vencer onde outros fracassaram, já que apenas um único jogador pode chegar ao final de um mesmo templo. E em segundo lugar, o de correr sozinho em uma câmara onde nenhum outro player adentrou ainda. Infelizmente, tais emoções logo perdem o seu brilho e passam a contar pouco a favor do divertimento em Phantom Abyss.

Ao concluir com sucesso uma corrida ou ao encontrar chaves perdidas pelo meio do caminho, é possível comprar novos chicotes que servem como modificadores da experiência de jogo, concedendo vantagens e desvantagens ao mesmo tempo. Alguns concederão vida extra, mas tornarão o jogador mais frágil, outros permitem recuperar a vida ao encostar nos espíritos de outros jogadores, mas causa dano na compra de novas habilidades.

O jogo está atualmente em acesso antecipado na Steam e ficará por lá enquanto a equipe de desenvolvimento realiza ajustes e melhorias a partir do feedback da comunidade. Com um loop de jogo interessante e uma maneira diferente de competir com outros jogadores, Phantom Abyss é um título que continuará a chamar atenção até seu lançamento oficial. Há espaço para avanços que possam tornar o jogo ainda mais viciante do que já é, mas como está hoje, vale a pena conferir!

Phantom Abyss está disponível para PC por meio da Steam e pela plataforma Humble Bundle.

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