PUBLICIDADE
NOTÍCIA

REVIEW: Famicon Detective Club (The Missing Heir & The Girl that Stands Behind)

A Nintendo decidiu lançar The Missing Heir e The Girl that Stands Behind, dois jogos que nunca sequer haviam saído do Japão, talvez numa tentativa de usar esses títulos como um termômetro para medir a aceitação do público sobre visual novels

19:28 | 20/05/2021
Os jogos, em termos de mecânica, se baseiam em conversas e análises de cenários para reunir provas e evidências para as investigações de cada caso (Foto: Reprodução)
Os jogos, em termos de mecânica, se baseiam em conversas e análises de cenários para reunir provas e evidências para as investigações de cada caso (Foto: Reprodução)

Se tem uma coisa que donos de Nintendo Switch não podem reclamar, é a falta de Visual Novels para o console. O console é absurdamente recheado de histórias de todos os gostos, como a macabra Spirit Hunter: NG, a diferente premissa de Coffee Talk, a aclamadíssima (e hilária) trilogia de Ace Attorney, entre várias outras. E dessa vez, quem nos agracia é a própria dona do console, com duas Visual Novels deliciosas.

A quadrilogia Famicon Detective Club, como o nome já sugere, teve seu lançamento feito originalmente no primeiro console caseiro da gigante nipônica, o NES (ou Nintendinho, como chamamos carinhosamente) e agora recebe uma versão refeita, com animações e gráficos retrabalhados, para atualizar as duas primeiras histórias de investigação, lançadas originalmente no fim da década de 80. A Nintendo (que de boba não tem nada) decidiu lançar The Missing Heir e The Girl that Stands Behind, dois jogos que nunca sequer haviam saído do Japão, nem no Nintendinho, nem no primeiro remake para o Super Nintendo, talvez numa tentativa de usar esses títulos como um termômetro para medir a aceitação do público sobre essas histórias, uma vez que o console já é bastante popular para esse gênero de jogo.

Os jogos, em termos de mecânica, se baseiam em conversas e análises de cenários para reunir provas e evidências para as investigações de cada caso. O primeiro jogo coloca o jogador na investigação de um caso de uma série de assassinatos, e o segundo, a morte de uma aluna de uma escola de ensino médio. O ponto é que, mesmo com os jogos sendo sequenciados, a ordem em que você joga eles não importa, uma vez que o segundo jogo é uma prequel do primeiro.

Já sobre o jogo em si, ele é um jogo Point and Click sem tirar nem por nenhum aspecto mais brilhante nesse tipo de jogo, o que é algo positivo, pelo aspecto da jogabilidade e de manter o foco na narrativa, mas também é um problema por não ser algo tão inovador ou diferente nem da sua primeira versão do NES, nem como dos outros jogos já lançados para o console. Porém, como comentei anteriormente, como o ponto alto de visual novels é a história em si, pode ter certeza que tanto The Missing Heir como The Girl that Stands Behind são um prato cheio nesse quesito. Reviravoltas, conversar com pessoas suspeitas e muito cérebro e concentração para chegar à verdade em ambos os casos serão uma exigência forte ao jogador, que precisará resolver a verdade antes que seja tarde demais.

Nas mecânicas de investigação, o jogador pode explorar cenários, conversar com pessoas e refletir sobre as informações descobertas. Essa limitação, que na verdade é bem comum ao estilo de jogo, não inova, mas é a velha história do “time que está ganhando não se mexe”. E, se pararmos para pensar em Game Design, é uma limitação que faz com o próprio jogador precise se envolver com os casos, e ele mesmo tenha as suas conclusões, para interagir com o jogo de uma forma mais dinâmica e natural.

Se a Nintendo realmente estiver usando esses jogos como um termômetro para medir o interesse dos fãs e desenvolver o lançamento dos outros dois jogos da quadrilogia, é certo que ela deverá lançar os próximos dois episódios em breve.