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O BNB tem que ser diferente dos outros

No próximo dia 19, o Banco do Nordeste completa 65 anos. O tempo de vida, porém, não garante "fila preferencial" ou "meia entrada". Historicamente o BNB enfrenta adversidades, seja em forma de desatenção em Brasília, seja na sua submissão às indicações políticas. Hoje, em tempos nos quais a economia cambaleia e os bancos precisam se reinventar, sobretudo os públicos, comandar uma operação como essa não é mesmo fácil. E o Banco do Nordeste busca manter sua relevância. O poder do BNB está no dinheiro do FNE, um fundo constitucional, por vezes mal visto na equipe econômica por sugerir crédito direcionado - um palavrão aos ouvidos de quem é ressabiado com a política adotada no BNDES da Era Petista - vide o caso da campeã nacional JBS. No posto de presidente do BNB há pouco mais de dois anos, o economista cearense Marcos Holanda tem uma relação afetiva com a instituição. É filho de funcionário. Nesta entrevista, gravada no gabinete dele, no Passaré, em Fortaleza, ele fala dos boatos recorrentes de que estaria para sair ("Trato cada dia como último, desde o primeiro"), do futuro - ele investe boa parte da energia em um Hub de Inovação - e faz uma provocação: "O Banco tem que ser diferente dos outros bancos públicos e o Banco claramente é. Tem FNE e microcrédito. Se os bancos públicos do Brasil forem iguais, basta ter um". Ele conversou com o editor-executivo do Núcleo de Negócios.

14:52 | 2017-07-07

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