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BARES

Bar Gato Preto movimenta as segundas-feiras de Fortaleza

Conheça outras opções para curtir a boemia da Capital logo no começo da semana

07:00 | 20/03/2017

Bernardo define o Gato Preto como um espaço para a disseminação da arte, que foge do rigor comercial. (Foto: Tatiana Fortes)
É na estreita rua Instituto do Ceará, no bairro Benfica, que desponta um nicho da boemia fortalezense. Logo no começo, a casa número sete acolhe o Bar Gato Preto, que se tornou referência de boa música, cerveja gelada e um reduto da cultura urbana contemporânea na segunda-feira, dia em que muitos estabelecimentos fecham as portas.


Aberto apenas de segunda a quinta-feira, e, eventualmente, aos fins de semana, o Gato Preto não serve nada de comida. Apenas bebidas: cervejas, destilados, refrigerantes e cachaças de alambique. Um espaço pequeno, que não aceita cartão de crédito, onde o auto-serviço predomina e a conta é feita manualmente em uma prancheta; um relógio parado atrás do balcão para não avizinhar-se ao tempo, e uma multidão tomando a rua.

Na entrada, um vidro quebrado se apóia na parede. Para ir ao banheiro, é preciso passar por debaixo da escada que dá acesso à casa do dono - o filósofo e estudante de teatro, Bernardo Mendes - detalhes que reforçam o nome do bar. Ele explica que nada disso foi criado, apenas percebido.

O nome do boteco é inspirado no clássico cartaz do cabaré francês Le Chat Noir, colado na parede vermelha que divide o banheiro. O ambiente é submerso em cartazes de peças, bandas e outras manifestações artísticas: no teto, nas paredes e nas geladeiras - que se tornaram abrigo de resistência do cenário artístico cearense. Bernardo define o Gato Preto como um espaço para a disseminação da arte, que foge do rigor comercial e busca, no fim das contas, ser um ponto de encontro entre amigos.

"Aqui, a galera é de humanas"
O lugar tem história como boteco desde 1993, mas o Gato Preto surgiu em 2010 e o público foi crescendo, tomando as ruas. De um ano para cá, foram surgindo outros quatro bares que acompanham este movimento. E, assim como o Gato Preto, não vendem comida. O público remanesce, indo de 100 a 300 pessoas em alguns dias. A maioria é oriunda do bairro universitário, de acordo com o proprietário. "Aqui, a galera é de humanas, do movimento estudantil. Vai do grafite ao teatro", descreve.

Ao som de Ney Matogrosso, a assistente social Silvya Sousa, 49,  que frequenta o bar desde o surgimento, explica que a cerveja gelada, a música ambiente e de qualidade, e o preço, fazem com que ela se identifique com o bar.

Música triste para dançar sozinho
Com uma agenda intensa, a Casa percorre as “músicas tristes para te deixar feliz”, como Bernardo bem define o repertório do músico e DJ Vitor Colares às segundas. "Gira em torno do que eu chamo de músicas tristes pra dançar, principalmente, só", conta Vitor.

Nas caixas de som, o músico escolhe canções que vão de Lágrimas Negras (interpretada por Gal Costa) até FKA Twigs, passando por Morphine, Caetano Veloso, Miles Davis, Racionias MC's, Serge Gainsbourg, Rita Lee, Regory Isaacs, Rodger Rogério e até Piazzolla. "Variando bastante de noite para noite, sempre transitando por esse universo, dessas canções pós-final de semana".

Outras dicas
Fortaleza não dorme. Além do Gato Preto, o Canal Vida & Arte preparou um itinerário boêmio que percorre a Cidade pela segunda-feira. Confira algumas dicas:


Mincharia
Onde: Rua dos Pacajús, 5 - Praia de Iracema

Caribe
Quando: banda inicia à 00h e vai até às 7h.
Onde: Rua Frederico Borges, 430 - Varjota

Pirata
Onde: Rua Tabajaras, 325

Bar Gato Preto

Onde: Rua Instituto do Ceará, 7 – Benfica

Bar do Assis
Onde: rua Adolfo Herbster, 190 - Benfica

BRUNA DAMASCENO