Tecnologia
segurança virtual
Microsoft pretende colaborar com o Brasil no combate à pedofilia
CPI da Pedofilia está aguardando a quebra do sigilo de 18.500 usuários da internet no Brasil, identificados por comunicações ilegais
26 Ago 2008 - 18h35min
Ao ouvir a exposição dele sobre o sistema de segurança virtual da empresa, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado, senador Magno Malta (PR-ES), afirmou que a comissão está aguardando a quebra do sigilo de 18.500 usuários da internet no Brasil, identificados por comunicações ilegais. A CPI também pretende pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico dessas pessoas, que devem ser indiciadas por crimes de pedofilia quando forem identificadas. Segundo Malta, entre 6 mil e sete mil pessoas deverão responder criminalmente por usar a rede para praticar esses delitos.
O senador defendeu a instituição permanente de campanhas públicas, como se faz na área de saúde, alertando a população sobre a difusão da pedofilia pela internet no Brasil e também sobre o cuidado que os pais devem com os contatos que os filhos fazem por meio da rede.
O representante da Microsoft no Brasil disse que o MSN comporta ferramentas capazes de detectar a transmissão de imagens de crianças veiculadas por pedófilos. Adiantou, entretanto, que quanto às comunicações habituais de usuários não há quebra do sigilo, com o monitoramento que é feito.
Os usuários do Messenger, do Hotmail e do Windows Live Space, segundo ele, assinam termo de conduta para a utilização desses produtos, oferecidos gratuitamente. Quando são detectadas comunicações ilegais, elas são suspensas e copiadas para que fiquem à disposição da Justiça, por meio de pedidos que venham a ser feitos à Microsoft.
De acordo com Barbosa, o Brasil precisa avançar no monitoramento da internet, lembrando que nos Estados Unidos isso é feito com muita eficiência, pois "os americanos odeiam mais a pedofilia que o próprio narcotráfico".
O senador Malta disse que é preciso combater a pedofilia , por intermédio de leis rígidas que a CPI vai propor, sob pena de que, "em 15 anos tenhamos um contingente enorme de pessoas seriamente lesionadas emocionalmente, vítimas desse tipo de crime".
Agência Brasil
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