Tecnologia
CÓDIGO DE BARRAS 2D
Celular, mídia impressa e Internet
Uma nova tecnologia de convergência, batizada código de barras 2D, interliga celular, mídia impressa e Internet. Ela amplia o conceito de interatividade ao possibilitar o acesso a conteúdos ainda inexplorados. Chegando ao Brasil neste terceiro trimestre, o código de barras 2D pode significar 12% das receitas das operadoras de telefonia móvel em serviços de dados
21 Mai 2007 - 02h35min
O diferencial na tecnologia 2D é, justamente, o acesso pelo minúsculo visor da câmera dos celulares. Aquele olho de vidro faz a leitura do código de barras, como se fosse um scanner. Dali se estabelece um link com a operadora de telefonia móvel, que disponibiliza uma rede de dados: o usuário pode baixar jogos, ter acesso a informes publicitários, inclusive, vídeos e a uma infinidade de conteúdos. Os códigos de barra podem ser impressos em qualquer mídia (páginas de revistas, cartazes, outdoor...). "Até em cartões de visita.
Você 'escaneia' e já inclui o nome na sua lista de contatos", exemplifica Sergio Goldstein, diretor de desenvolvimento de negócios da EverMobile. Qualquer conteúdo pode ser codificado em 2D.
Para usufruir essa tecnologia, o usuário faz o download, no próprio celular, de um aplicativo. O software poderá ser disponibilizado pela operadora de telefonia móvel ou pela empresa que associar serviços e produtos ao código 2D. A propósito, Goldstein avalia que o download não deveria ser cobrado ao consumidor final. "Ele paga o tráfego de dados", propõe. Na opinião do diretor de desenvolvimento de negócios da EverMobile, ganham os dois lados. "Para o consumidor, é um passo a mais na interatividade. Ele passa a ter informações de forma muito mais rápida, no celular. Para os negócios, facilita não só o acesso ao seu conteúdo (o próprio marketing), mas tem derivações de aplicações corporativas: pode desenvolver uma facilidade de pagamento, ter controle de estoque, logística...".
O código de barras 2D faz parte do cotidiano em países como Japão e Coréia do Sul, desde 2003. Du Pont, HP e Nestlé são empresas que já utilizam esse tipo de interatividade. A Nokia, fabricante finlandesa de celulares, também investe na produção internacional de modelos com programas que decifram o 2D. A América Latina, mercado estratégico a ser desbravado, representa mais 250 milhões de clientes de telefonia móvel, segundo dados da EverMobile. No Brasil, porta de entrada latino-americana para a Scanbuy, uma operadora de telefonia móvel está em negociação para disponibilizar o software. O nome permanece em sigilo. Sergio Goldstein também não precisa os custos dos investimentos na nova tecnologia, mas garante que, "para a operadora, é mínimo. É uma parceria de valor agregado". Projeta-se que, até o final de 2007, por conta do recurso 2D, o faturamento das operadoras, relacionado a serviços de dados, passe dos atuais 8% para 12% (a média mundial é de 20%).
PASSO A PASSO
1 - a empresa gera o código de barras 2D, associando-lhe determinado conteúdo (uma propaganda, um vídeo, um jogo, uma informação, etc);
2 - o código 2D pode ser impresso em qualquer mídia (em páginas de revista, embalagens, em um outdoor, etc);
3 - o código 2D pode ser impresso em qualquer mídia (em páginas de revista, embalagens, em um outdoor, etc);
4 - através da câmera do celular, como se fosse bater uma foto, o usuário “escaneia” o código de barras impresso. As informações codificadas em 2D aparecem na tela do aparelho.
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