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Saiba mais sobre o processo de criação dos games

A paixão por jogos deve ser um importante requisito para quem quer trabalhar na criação de games


23 Abr 2007 - 16h11min

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A paixão pelos jogos eletrônicos deve ser um importante requisito para quem pretende trabalhar na criação de games, mas e preciso ficar atento que Essa é uma brincadeira para ser levada a serio.

Afinal de contas, a indústria de games movimenta milhões de dólares em todo o mundo e tem grande potencial de crescimento no mercado nacional. "Quem entrar para brincar perde o jogo", diz o coordenador da pós- Graduação em Games do Centro Universitário Senac, Claudio Bueno.

Segundo pesquisa divulgada em 2005 pela Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), de 2003 para 2004, o crescimento do faturamento das empresas desse segmento chegou a quase 40%. O movimento das desenvolvedoras brasileiras foi de aproximadamente R$ 18 milhões.

E se levarmos em conta o rendimento com distribuição, embalagem, marketing e publicidade, a estimativa fica em cerca de R$ 100 milhões. Para o presidente da entidade, Andre Penha, o crescimento tende a continuar.

Para o professor do curso de sistemas de informação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), Luiz Carlos Rampazzo, o mercado passa por uma fase de maturação e "boom" do setor deve ocorrer em dois ou três anos.

Assim, a tendência e de aumento do numero para os profissionais da área de games.


Funcoes Definidas

Aquela imagem do aficionado por computadores cuidando de todas as etapas da produção do game não é a realidade do mercado. Existem funções definidas (que até se relacionam entre si) para cada fase do desenvolvimento do game.

"Não há um profissional multitarefa na indústria", diz Penha. De modo geral, as funções são distribuídas em quatro áreas. Três ligadas ao produto e a outra ao gerenciamento do negocio.

O game designer é o responsável pelo projeto do jogo, agrupa as idéias dentro do mapa e define o sistema de regras e as conseqüências das ações dos personagens. Ele não precisa ser um técnico.

Geralmente vem da área de comunicação, mas e importante conhecer bastante o funcionamento do processo de um jogo.

Já o programador é aquele que tem uma formação técnica (Ciências da Computação, por exemplo) e cria toda a interface do game. Para Rampazzo, um destes deve ter pelo menos alguma noção do que o outro executa.

"Em alguns momentos o trabalho de um não tem prosseguimento Se o outro não entregar o dele."

Cabe ao artista (ilustradores e modeladores 3D) criar toda a parte visual do game com a qual o jogador vai ter contato. "Para ele, acaba fazendo pouca diferença a formação acadêmica, o que conta mais e o portfólio", Comenta o proprietário do Insólita Studios, Winston Petty, de 28 anos.

Ainda pode haver a figurado tester, que ira jogar exaustivamente o protótipo para descobrir possíveis erros de programação. "Muitas vezes, a pessoa começa nessa função", diz Petty. Numa empresa menor, esse papel se mistura com o responsável por outra função.


Carência

Na opinião de Bueno, do Senac, a maior carência do mercado é em relação aos programadores dos jogos, já que a experiência no desenvolvimento de linguagens para games é diferente da dos demais profissionais.

Penha, da Abragames, acha importante a formação acadêmica específica na área de games, mas ressalta que o contato prático e fundamental.

Além do Centro Universitário Senac e da Fiap, outras instituições oferecem cursos superiores tecnológicos ou de pós-graduação em áreas relacionadas aos games, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Anhembi Morumbi e a Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul).

No caso do game designer Thiago Larenas Faria, a experiência na área contou para ser contratado na desenvolvedora de games Insólita Studios, mas ele credita o fato a estar estudando como decisivo para a decisão, há pouco mais de um ano.

O rapaz de 21 anos cursa o quarto ano de Design de Games na Universidade Anhembi Morumbi. Conhecido no trabalho como Artemis, identidade que assume nas disputas de Role Playing Game (RPG) com os amigos, o game designer já trabalha na área de jogos eletrônicos ha quatro anos.

Atuou também como programador e atendente de suporte técnico. O primeiro videogame que teve foi um Atari, aos 8 anos. Desde então, Artemis ficou curioso em descobrir como aquela maquininha funcionava.

Agência Estado

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