Tecnologia
NOVAS VERSÕES
Fundação quer proibir Novell de usar atualizações do GNU
A FSF quer barrar acesso da Novell por conta do acordo firmado com a Microsoft
29 Mar 2007 - 14h51min
Uma associação de software sem fins lucrativos anunciou no final da quarta-feira que poderá proibir a Novell, distribuidora do sistema operacional Linux, de usar novas versões de seus códigos de programação para punir a empresa por ter assinado um acordo de patentes com a Microsoft.
A decisão da Free Software Foundation pode se aplicar a um grupo de programas conhecido como sistema operacional GNU, que engloba a maior parte do código de programação que sustenta o Linux e funciona por cima de um grupo de códigos conhecido como kernel do Linux, o núcleo do sistema.
O Linux é rival do Windows, da Microsoft, e é distribuído pela Novell e dezenas de outros concorrentes. Trata-se da mais popular versão do software livre, que os usuários podem obter a custo zero e que programadores podem modificar como preferirem, desde que suas alterações também sejam compartilhadas livremente com outros usuários.
A Novell é uma das duas empresas que construíram um negócio lucrativo com base na venda de versões próprias do Linux, acopladas à assistência técnica, manutenção e outros serviços.
Analistas financeiros dizem que a Novell teria dificuldade para manter sua versão do Linux competitiva com a de sua maior rival, a Red Hat, caso ficasse privada de acesso a futuras atualizações do software GNU com as funções mais recentes.
O analista Trip Chowdhry, da Global Equities Research, estimou que a medida da Free Software Foundation pode custar à Novell até US$ 200 milhões por ano em custos extras com pesquisa e desenvolvimento e promoção destinados a tornar a empresa competitiva diante da proibição de acesso às atualizações do GNU.
A Free Software Foundation propôs a proibição ao divulgar a versão preliminar de um sistema de licenciamento que cobrirá seu software, bem como milhares de outros programas de fonte aberta baseados nesse licenciamento.
"O imprevisto acordo entre a Microsoft e a Novell, anunciado em novembro, representa grave ameaça aos usuários do software livre", afirmou a organização, acrescentando que havia feito alterações na versão preliminar da licença "para combater essa ameaça".
A organização disse que arranjos como o acordo entre a Microsoft e a Novell "não levam a sério o conceito de software livre, e precisamos fazer tudo que nos for possível para detê-los".
A proposta para o novo licenciamento de programas GNU, conhecido como GPLv3, foi publicada no site gplv3.fsf.org na quarta-feira e será discutida por 60 dias.
Se a fundação decidir impedir a Novell de vender programas GNU atualizados, irá incluir esse impedimento na licença antes que ela entre em vigor no final de junho.
O porta-voz da Novell, Bruce Lowry, não comentou as chances da fundação decidir punir a companhia.
"Se a versão final da GPLv3 potencialmente impactar o acordo que temos com a Microsoft, nós cuidaremos disso com a Microsoft", disse Lowry, acrescentando que a Novell está comprometida em continuar a parceria com a gigante do software.
Além das proteções a patentes, as duas companhias concordaram em cooperar em vendas, promoção e desenvolvimento de software e promover tecnologias que tornarão mais simples fazer programas Windows e Linux trabalharem juntos. A Microsoft pagou US$ 348 milhões à Novell como parte do acordo.
A decisão da Free Software Foundation pode se aplicar a um grupo de programas conhecido como sistema operacional GNU, que engloba a maior parte do código de programação que sustenta o Linux e funciona por cima de um grupo de códigos conhecido como kernel do Linux, o núcleo do sistema.
O Linux é rival do Windows, da Microsoft, e é distribuído pela Novell e dezenas de outros concorrentes. Trata-se da mais popular versão do software livre, que os usuários podem obter a custo zero e que programadores podem modificar como preferirem, desde que suas alterações também sejam compartilhadas livremente com outros usuários.
A Novell é uma das duas empresas que construíram um negócio lucrativo com base na venda de versões próprias do Linux, acopladas à assistência técnica, manutenção e outros serviços.
Analistas financeiros dizem que a Novell teria dificuldade para manter sua versão do Linux competitiva com a de sua maior rival, a Red Hat, caso ficasse privada de acesso a futuras atualizações do software GNU com as funções mais recentes.
O analista Trip Chowdhry, da Global Equities Research, estimou que a medida da Free Software Foundation pode custar à Novell até US$ 200 milhões por ano em custos extras com pesquisa e desenvolvimento e promoção destinados a tornar a empresa competitiva diante da proibição de acesso às atualizações do GNU.
A Free Software Foundation propôs a proibição ao divulgar a versão preliminar de um sistema de licenciamento que cobrirá seu software, bem como milhares de outros programas de fonte aberta baseados nesse licenciamento.
"O imprevisto acordo entre a Microsoft e a Novell, anunciado em novembro, representa grave ameaça aos usuários do software livre", afirmou a organização, acrescentando que havia feito alterações na versão preliminar da licença "para combater essa ameaça".
A organização disse que arranjos como o acordo entre a Microsoft e a Novell "não levam a sério o conceito de software livre, e precisamos fazer tudo que nos for possível para detê-los".
A proposta para o novo licenciamento de programas GNU, conhecido como GPLv3, foi publicada no site gplv3.fsf.org na quarta-feira e será discutida por 60 dias.
Se a fundação decidir impedir a Novell de vender programas GNU atualizados, irá incluir esse impedimento na licença antes que ela entre em vigor no final de junho.
O porta-voz da Novell, Bruce Lowry, não comentou as chances da fundação decidir punir a companhia.
"Se a versão final da GPLv3 potencialmente impactar o acordo que temos com a Microsoft, nós cuidaremos disso com a Microsoft", disse Lowry, acrescentando que a Novell está comprometida em continuar a parceria com a gigante do software.
Além das proteções a patentes, as duas companhias concordaram em cooperar em vendas, promoção e desenvolvimento de software e promover tecnologias que tornarão mais simples fazer programas Windows e Linux trabalharem juntos. A Microsoft pagou US$ 348 milhões à Novell como parte do acordo.
Agência Estado
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