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Tecnologia

LUCRO

Google ajuda site de livros eletrônicos

Site criado pelos paulistas Ednei Procópio e Alexandre Batistela é composto por livros eletrônicos para download gratuito


27 Mar 2007 - 13h50min

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Ninguém em sã consciência montaria um negócio que só daria retorno no sexto ano de operação, certo? Ainda bem que isso não se aplicou ao site EbookCult, criado pelos paulistas Ednei Procópio e Alexandre Batistela. Iniciado em 2000 como um projeto voluntário, só agora o site alcançou retorno financeiro, e graças ao Google.

O conteúdo do site - totalmente gratuito - é composto por livros eletrônicos para download gratuito, todos devidamente resenhados, de autores voluntários ou obras que já caíram em domínio público, divididas por categorias. Nos últimos três anos, já foram baixados mais de 1,5 milhão de cópias dos livros e o site registra uma média de 100 downloads/dia e 7 mil visitantes mensais.

O lucro? Vem dos clicks em links para download de programas leitores de livros eletrônicos, de editoras ou de gravação de arquivos no formato PDF, o que gera os pagamentos do sistema Google AdSense, que premia o EbookCult a cada cliques nos links patrocinados.

"Os primeiros pagamentos, em meados de 2006 eram quase simbólicos, com coisa de US$ 50 por trimestre. Só que os últimos cheques recebidos já pagaram nossa hospedagem pelo resto do ano e, agora, estudamos até contratar um profissional dedicado para rastrear novos livros para o site", diz Procópio.


Expulsão

Quando surgiu em 2000, a idéia do site era reunir conteúdo em português para o que parecia ser o ´iminente´ lançamento de leitores de livro eletrônico, o que só começou a acontecer recentemente. Numa primeira fase, eram só 300 livros listados na Biblioteca nacional e de autores que estavam em domínio público. "Começamos a juntar, manualmente, um acervo disperso em dezenas de outros sites, investindo no site com nosso tempo e dinheiro", diz Procópio.

Mas a estrada foi tortuosa. Toda vez que o site fazia alguma divulgação, havia um pico de acessos e os usuários baixavam várias cópias dos livros disponíveis. Isso fazia com que o site ultrapassasse sua cota mensal de transferência online dos dados.

"A banda sempre foi nosso ponto fraco. Chegamos a ser expulsos de dois provedores brasileiros por conta disso", afirma Procópio.

O problema só foi resolvido mais tarde, em 2004, quando o site foi transferido para um serviço de hospedagem nos EUA. Hoje, graças às remessas do Google, toda a operação do site está paga até o final do ano (o último pagamento trimestral feito pelo Google, descontados impostos, chegou a US$ 1000).

Parece pouco, mas é bastante considerando o número de visitas do site, que serve a um público mais focado. Serviços como o Google AdSense, aliás, são a salvação para diversos sites que não teriam outra forma de remuneração.

Os pagamentos são trimestrais e, por virem de uma fonte no exterior, pagam tributação específica ao entrar no Brasil. São cerca de mil sites cadastrados junto à empresa, que, contudo, não divulga o volume destes pagamentos remetidos para o Brasil.

Agência Estado

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