Saúde
Pesquisa
Crianças brasileiras têm alimentação inadequada
Estudo inédito mapeou a qualidade nutricional da alimentação de mais de 3 mil crianças em idade pré-escolar em 9 cidades do país
05 Set 2008 - 10h55min
Mais de um quarto das crianças brasileiras tem excesso de peso e uma em cada dez está obesa - e dessas, 4,3% tem obesidade mórbida. Os dados fazem parte da pesquisa estudo Nutri-Brasil, que envolveu 12 instituições de ensino e de pesquisa junto a 3.111 crianças entre 2 e 6 anos, em 9 cidades brasileiras.
O trabalho inédito mostrou que grande parte das crianças em idade pré-escolar tem algum tipo de inadequação nutricional na alimentação, seja de nutrientes em excesso ou em falta.
A ingestão de fibras, por exemplo, é deficiente em 95% das crianças de 4 a 6 anos. Essa mesma faixa apresenta, por outro lado, uma ingestão de sal (sódio) seis vezes maior do que a quantidade recomendada pelos médicos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com o estudo, escolas particulares apresentam taxas maiores de crianças com excesso de peso e obesidade do que escolas da rede pública de ensino. Nas particulares, a média é de 33% de crianças acima do peso ideal, incidência maior que os 27% nas escolas públicas.
Para o Dr. Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a obesidade na infância tornou-se comum e é uma preocupação constante nos consultórios dos médicos nutrólogos. "O cardápio deve ser balanceado, assim como o valor nutricional da alimentação escolar", salienta.
De acordo com o cálculo recomendado pela OMS, a alimentação durante o recreio é fundamental para 15% das crianças com permanência de 4 horas/dia e para 66% das crianças com permanência de 8 horas/dia na escola. "O segredo está nas combinações feitas entre as variedades dos alimentos", explica o médico nutrólogo.
O trabalho inédito mostrou que grande parte das crianças em idade pré-escolar tem algum tipo de inadequação nutricional na alimentação, seja de nutrientes em excesso ou em falta.
A ingestão de fibras, por exemplo, é deficiente em 95% das crianças de 4 a 6 anos. Essa mesma faixa apresenta, por outro lado, uma ingestão de sal (sódio) seis vezes maior do que a quantidade recomendada pelos médicos e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com o estudo, escolas particulares apresentam taxas maiores de crianças com excesso de peso e obesidade do que escolas da rede pública de ensino. Nas particulares, a média é de 33% de crianças acima do peso ideal, incidência maior que os 27% nas escolas públicas.
Para o Dr. Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a obesidade na infância tornou-se comum e é uma preocupação constante nos consultórios dos médicos nutrólogos. "O cardápio deve ser balanceado, assim como o valor nutricional da alimentação escolar", salienta.
De acordo com o cálculo recomendado pela OMS, a alimentação durante o recreio é fundamental para 15% das crianças com permanência de 4 horas/dia e para 66% das crianças com permanência de 8 horas/dia na escola. "O segredo está nas combinações feitas entre as variedades dos alimentos", explica o médico nutrólogo.
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