Saúde
reivindicações
Médicos da rede estadual em Recife ameaçam deixar cargos a partir de sexta-feira
Médicos que trabalham em hospitais da rede estadual em Recife ameaçam abandonar seus postos de trabalho a partir desta sexta-feira (5). Os cerca de 400 profissionais que já entregaram seus pedidos de exoneração à Secretaria Estadual de Saúde prometem deixar seus cargos caso o governo de Pernambuco não atenda às reivindicações da categoria.
A decisão foi tomada durante assembléia realizada na noite desta terça-feira (2). Segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo. Por meio de nota, o governo revelou que propôs aumentar a remuneração dos plantonistas de R$ 2.900 para R$ 3.600, enquanto a dos diaristas passaria de R$ 1.900 para R$ 2.300.
De acordo com o diretor administrativo do sindicato, Fernando Cabral, a proposta governamental - apresentada durante reunião coordenada pelo Ministério Público Estadual - nãosatisfazia nem as pretensões de reajuste salarial e nem as reivindicações de melhoria das condições de trabalho da categoria. "Queremos que haja isonomia salarial, que o piso salarial passe de R$ 1.900 para R$ 3.400 e que o governo aceite discutir um plano para desafogar as emergências dos hospitais públicos”.
Durante a assembléia, os médicos também aprovaram a concessão de títulos de persona non grata ao governador Eduardo Campos e ao vice-governador e secretário de Saúde, João Lyra Neto. A categoria também decidiu processar Lyra Neto por improbidade administrativa. Além de convocar uma nova assembléia para amanhã (4), o sindicato planeja realizar uma manifestação durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Recife, nesta sexta-feira (5).
A Secretaria de Saúde divulgou em que afirma que somente hoje 17 médicos faltaram ao trabalho nas três principais emergências hospitalares de Recife. O órgão convocou os profissionais a retornarem aos seus postos e garantiu estar tomando todas as medidas possíveis para garantir o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), citando, além da contratação temporária de profissionais da área, o apoio dos médicos da Polícia Militar e das Forças Armadas.
Ontem, dia em que cerca de cem militares do Exército, Aeronáutica e Marinha começaram a atender à população de Recife, o governo decidiu prorrogar até o próximo dia 8 as inscrições para a seleção de 242 médicos que irão recompor os plantões das emergências da capital e do interior do estado.
O prazo de inscrição havia se encerrado na última segunda-feira (1). De acordo com a secretaria de Saúde, os profissionais selecionados serão contratados por dois anos, por um salário de R$ 2.900, mais R$ 400 de gratificação por produtividade.
Na última sexta-feira (29), a fim de dar continuidade às negociações com o sindicato, o governo revogou a portaria que exonerava 21 dos cerca de 400 médicos que apresentaram seus pedidos de desligamento dos cargos. Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, esses profissionais seriam desligados após cumprir o aviso-prévio obrigatório, já que haviam entregado seus pedidos de exoneração há 30 dias.
A decisão foi tomada durante assembléia realizada na noite desta terça-feira (2). Segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo. Por meio de nota, o governo revelou que propôs aumentar a remuneração dos plantonistas de R$ 2.900 para R$ 3.600, enquanto a dos diaristas passaria de R$ 1.900 para R$ 2.300.
De acordo com o diretor administrativo do sindicato, Fernando Cabral, a proposta governamental - apresentada durante reunião coordenada pelo Ministério Público Estadual - nãosatisfazia nem as pretensões de reajuste salarial e nem as reivindicações de melhoria das condições de trabalho da categoria. "Queremos que haja isonomia salarial, que o piso salarial passe de R$ 1.900 para R$ 3.400 e que o governo aceite discutir um plano para desafogar as emergências dos hospitais públicos”.
Durante a assembléia, os médicos também aprovaram a concessão de títulos de persona non grata ao governador Eduardo Campos e ao vice-governador e secretário de Saúde, João Lyra Neto. A categoria também decidiu processar Lyra Neto por improbidade administrativa. Além de convocar uma nova assembléia para amanhã (4), o sindicato planeja realizar uma manifestação durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Recife, nesta sexta-feira (5).
A Secretaria de Saúde divulgou em que afirma que somente hoje 17 médicos faltaram ao trabalho nas três principais emergências hospitalares de Recife. O órgão convocou os profissionais a retornarem aos seus postos e garantiu estar tomando todas as medidas possíveis para garantir o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), citando, além da contratação temporária de profissionais da área, o apoio dos médicos da Polícia Militar e das Forças Armadas.
Ontem, dia em que cerca de cem militares do Exército, Aeronáutica e Marinha começaram a atender à população de Recife, o governo decidiu prorrogar até o próximo dia 8 as inscrições para a seleção de 242 médicos que irão recompor os plantões das emergências da capital e do interior do estado.
O prazo de inscrição havia se encerrado na última segunda-feira (1). De acordo com a secretaria de Saúde, os profissionais selecionados serão contratados por dois anos, por um salário de R$ 2.900, mais R$ 400 de gratificação por produtividade.
Na última sexta-feira (29), a fim de dar continuidade às negociações com o sindicato, o governo revogou a portaria que exonerava 21 dos cerca de 400 médicos que apresentaram seus pedidos de desligamento dos cargos. Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, esses profissionais seriam desligados após cumprir o aviso-prévio obrigatório, já que haviam entregado seus pedidos de exoneração há 30 dias.
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