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Temporão recusa-se a falar sobre transplantes no Rio

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O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recusou-se a falar da crise em sistemas de transplantes no Rio, desencadeada pela prisão do ex-coordenador do RioTransplante Joaquim Ribeiro Filho, sob acusação de desrespeitar a fila de espera por fígados e pelo fechamento do único banco de olhos do Estado, que paralisou as cirurgias do gênero no Estado.

Ele não permitiu que a única pergunta formulada sobre o problema sequer fosse completada, dispondo-se a falar apenas sobre a campanha de vacinação contra a rubéola, iniciada hoje em todo o País. A assessoria do ministério pediu aos repórteres que não perguntassem "sobre outros assuntos" e prometeu que técnicos da pasta poderiam dar entrevistas sobre a crise nos transplantes - mas só amanhã, em Brasília. "Só estou aqui para falar de vacina", disse o ministro, interrompendo no meio a pergunta de uma repórter.

Já o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, disse que o governo está negociando a reabertura do banco de olhos do Estado, fechado recentemente. "Estamos em negociação com um banco privado de São Paulo, para que passe a atuar no Rio de Janeiro, mas em um prédio privado. Não dá certo um banco privado atuar numa instituição pública, como acontecia no Rio de Janeiro", afirmou, referindo-se ao banco de olhos, que funcionava no Hospital Geral de Bonsucesso.

Côrtes disse ainda que o governo do Estado está terminando de organizar a fila de espera por órgãos. Segundo ele, pacientes foram chamados para repetir os exames já feitos. "Estamos caminhando para normalizar a situação", afirmou.

Vacina

Temporão lançou hoje em Jurujuba, uma colônia de pescadores em Niterói, no Grande Rio, a campanha nacional de vacinação de rubéola, doença que atingiu 8,6 mil brasileiros no ano passado. Devem se vacinar pessoas com idades entre 20 e 39 anos. Nos Estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, a imunização atinge pessoas entre 12 e 39 anos.

"Essa faixa etária está fora do cotidiano do serviço de saúde. Mesmo os que já tiveram a doença devem se vacinar para que possamos atingir o que os especialistas chamam de imunidade coletiva, para impedir a circulação do vírus e evitar o mais grave, que é a síndrome da rubéola congênita", afirmou Temporão.

O principal foco da campanha é a vacinação de homens. No ano passado, eles corresponderam a 70% dos casos de contaminação pelo vírus. A campanha, que mobilizou 200 mil voluntários e é objeto de propaganda do ministério como a maior já realizada no mundo para imunizar adultos, vai até 12 de setembro.

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