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Laboratórios públicos têm 60% de capacidade ociosa

A avaliação é da própria Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) e revela a falta de uma política de produção nacional de remédios

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Os laboratórios públicos brasileiros, criados com a missão de fornecer medicamentos de qualidade e baixo custo para o Sistema Único de Saúde (SUS), estão hoje, em média, com 60% de sua capacidade de produção ociosa. A avaliação é da própria Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), que reúne os 18 laboratórios, e revela a falta de uma política de produção nacional de remédios que inclua o setor.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Oliva, responsável também pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório público do Estado de São Paulo, "hoje não existe um programa para esses laboratórios, que nem sequer trabalham como se fosse uma rede, e algumas unidades podem até fechar?.

Assim como a Alfob, estudos de universidades e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vêm alertando nos últimos anos sobre a ineficiência dos laboratórios oficiais - e que problemas de gestão explicariam a baixa produtividade. A situação do setor assume importância porque a produção e o acesso a insumos e medicamentos se transformaram em questão estratégica para o Brasil, que tem gasto cada vez mais recursos públicos para garantir os principais remédios à população. Os custos saltaram de R$ 1,9 bilhão em 2002 para mais de R$ 4 bilhões em 2006. Além disso, o País tem buscado iniciar a produção nacional de medicamentos de alto custo como o Efavirenz, contra a aids, cuja patente foi licenciada compulsoriamente em 2007.

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