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Antiinflamatório proibido em SP segue liberado no Brasil

Pareceres técnicos sobre o Prexige serão avaliados na próxima reunião de diretoria da Anvisa


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18/07/2008 16:19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não tem planos de impor uma proibição nacional, no curto prazo, para o antiinflamatório Prexige, cuja venda e distribuição foi proibida em todo o Estado de São Paulo, por 90 dias, pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da secretaria estadual de Saúde.

O medicamento fabricado pela Novartis causou, segundo o CVS, 609 notificações de reações adversas, sendo 147 delas consideradas graves (como enfarte, arritmia, hepatite, hemorragias, pancreatite, edema de glote, insuficiência renal, broncoespasmos e choque anafilático). Do total, 608 notificações foram feitas pelo próprio laboratório.

A Anvisa relatou que monitora permanentemente as possíveis ocorrências graves provocadas pelo Prexige desde o cancelamento do medicamento pelo Therapeutic Goods Administration (TGA) da Austrália, em 2007, mas disse que ainda não tomou nenhuma decisão quanto à interrupção nacional da venda do antiinflamatório.

Foi informado também que pareceres da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) e da área de farmacovigilância da Agência, favoráveis à proibição, serão analisados na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, prevista para terça-feira, 22.

Contracep

O anticoncepcional injetável Contracep, da EMS-Sigma Pharm, foi proibido nacionalmente pela Anvisa depois de uma interdição pela CVS do Estado de São Paulo, em novembro de 2007. Em fevereiro de 2008, o medicamento foi liberado pela Anvisa para comercialização no Brasil, mas a proibição foi mantida pelo órgão estadual paulista.

Agência Estado


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