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Saúde

Lei Seca

Samu reduz atendimentos por traumas

O atendimento do Samu teria caído 41% nas noites de sábado. A análise foi feita tendo como referência os dias 7 e 12 de julho


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16/07/2008 11:00

Um levantamento preliminar em Fortaleza constatou que os atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) caíram 41% nas noites de sábado. Em números absolutos, isto significa que os casos que chegaram ao médico regulador caíram de 168 para 105.

A análise foi feita com base em uma pequena amostragem, tendo como referência os dias 7 e 12 de julho. A queda dos atendimentos teria sido consequência da Lei 11.705, mais conhecida como Lei Seca.

De acordo com o diretor do Núcleo de Ensino do SAMU, Messias Simões, esta é uma análise preliminar. A previsão é de que na próxima semana seja possível divulgar um estudo mais pormenorizado sobre o impacto da nova Lei. Porém, já foi possível perceber também uma leve mudança no perfil dos atendimentos. As ocorrências por causas externas (traumas) também tiveram queda e o Samu está intensificando as ações voltadas para pacientes com doenças graves ou crônicas, em geral idosos.

O Samu Fortaleza dispõe de 22 veículos, sendo 18 unidades de suporte básico e quatro unidades de suporte avançado, as chamadas UTIs móveis.

NO BRASIL

O Ministério da Saúde já recebeu informações de 14 unidades do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que mostram uma redução média de 24% nas operações de resgate desde a entrada em vigor da lei que aumenta punições a motoristas que dirigem depois de consumir bebidas alcoólicas. Essas 14 unidades, que cobrem uma população de 25,3 milhões de pessoas, foram as primeiras a enviar os dados ao ministério, que iniciou um levantamento junto a todos os 144 SAMUs do país para medir a eficácia da nova lei na redução dos acidentes de trânsito.

Os dados se referem ao período de 20 de junho, quando a lei entrou em vigor, a 10 de julho. A maior queda dos resgates, de 47%, foi registrada pelo SAMU que opera na região de Niterói (RJ), onde vive 1,8 milhão de pessoas. O SAMU de Brasília, que cobre uma população de 2,5 milhões de habitantes, teve a segunda maior redução, de 40%. Em terceiro, com 35% de queda, vem o SAMU de Porto Alegre (RS), que atende a 1,4 milhão de pessoas.

Os acidentes de trânsito têm um peso significativo nos atendimentos do SAMU. Em Brasília, por exemplo, 45% dos resgates são para atendimento a ocorrências de trauma, das quais 60% estão relacionadas a acidentes de trânsito. Dessa forma, a Coordenação-Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde avalia que a nova legislação trouxe um ganho operacional para o serviço. Com a redução dos acidentes, o SAMU poderá agilizar os atendimentos a ocorrências de outras naturezas, como casos de mal súbito, intoxicação, parto e queimadura.


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