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Mercosul lança cartilha para combater Aids e DST

As fronteiras são alvo da campanha por terem alto fluxo de pessoas e por serem mais vulneráveis à epidemias


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14/07/2008 16:29

A Comissão Intergovernamental de Aids do Mercosul e Estados Associados começará a distribuir 3,5 mil folderes para prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids na fronteira de dez países da América do Sul, na próxima segunda-feira (21). Com o slogan 'A Camisinha é uma Fronteira que a Aids não Ultrapassa', os exemplares explicam, em português e em espanhol, como usar o preservativo e as formas de contaminação pelo vírus do HIV.

As fronteiras são alvo da campanha por terem alto fluxo de pessoas e por serem mais vulneráveis à epidemias, de acordo com o Ministério da Saúde. Os exemplares serão distribuídos nos limites do Brasil com a Argentina, Bolívia, Colômbia, Venezuela, com o Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Com a segunda maior região fronteiriça do mundo, perdendo apenas para a Rússia, as pessoas que transitam pelos mais de 15 mil quilômetros de fronteiras brasileiras receberão a cartilha com orientações tanto sobre relações heterossexuais quanto homossexuais, pois o respeito à diversidade é um dos destaques do material.

Segundo o assessor técnico do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde Mauro Teixeira Figueredo o respeito à diversidade e combate à discriminação são fundamentais e isso foi uma decisão de todos os países que assinam a publicação.

De acordo com o assessor, as oito Comissões de Aids nas Fronteiras – duas a serem implementadas até o fim desta semana – serão responsáveis pela distribuição dos exemplares. “Conseguimos avançar com esse folder por ser o primeiro material envolvendo todos os países do Mercosul e Estados Associados. Conseguimos um consenso que nem sempre é fácil. É um grande avanço”, resumiu Teixeira.

A expectativa é de que dez mil pessoas tenham acesso à cartilha. A campanha custou US$ 400 mil e vai até o fim do ano. Os recursos foram financiados pelo Centro Internacional de Cooperação Técnica (CICT) e pagos pela Agência de Cooperação Alemã (GTZ).

Agência Brasil


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