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incômodo

Quando a redução das mamas é necessária

Muito além da preocupação estética, muitas mulheres procuram a cirurgia por questão de saúde


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10/07/2008 15:06

As brasileiras se renderam à moda dos seios fartos e as próteses de silicone já entraram para a lista de objetos de desejo de muitas. Algumas mulheres, porém, têm de seguir o caminho inverso para se sentirem felizes com o próprio corpo e, em vez de aumentarem os seios, precisam diminuir o seu volume.

Mas, como definir se a mama realmente é grande demais e a cirurgia se faz necessária? Segundo Ruben Penteado, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, não há como fazer este cálculo matematicamente e a decisão final é mesmo da mulher. "A paciente deve informar ao médico se a mama é motivo de desconforto. A queixa pode ser baseada em uma questão puramente estética ou em incômodos físicos. Por exemplo, ela pode perceber que está ficando corcunda, pode apresentar dores freqüentes nos ombros, ou, ainda querer que o seio fosse menos flácido. Todas as informações são avaliadas pelo cirurgião", diz o médico.

Para muitas mulheres, o incômodo surge desde cedo. No entanto, as adolescentes precisam ter calma antes de buscar a solução na mesa de cirurgia. Aos 16 anos, por exemplo, muitas garotas ainda estão em fase de desenvolvimento físico, e as formas e os tamanhos de partes de seu corpo podem mudar, como no caso das mamas. "Quanto mais tarde a menina entra na puberdade, mais tempo demora para finalizar as mudanças em seu corpo e para alcançar o tamanho final das mamas. Durante a adolescência pode acontecer também um crescimento desigual dos seios. Em geral, até o final da puberdade, essa diferença se equilibra e os seios tendem a ficar semelhantes. Tudo isto precisa ser dito à adolescente para aplacar a sua ansiedade", explica Ruben Penteado.

No entanto, no caso das mamas muito grandes, chamadas de gigantomastias, a cirurgia pode ser feita mesmo precocemente, aos 15-16 anos, ou até antes, quando constatado que o grande tamanho dificulta o desenvolvimento adequado do restante do corpo.

Quando o tamanho dos seios não agrada e incomoda, a paciente não deve se preocupar em estabelecer um novo tamanho desejado para os seios. "É papel do médico fazer simulações. O que mais importa não é o quanto se deve tirar, e sim como será o resultado final. Tudo é pensado para proporcionar harmonia ao biotipo da paciente, finaliza o médico.


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