Principais carências estão nas áreas de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade
09/07/2008 11:44
Os ministérios da Saúde e da Educação defendem mudanças na definição de vagas para residência médica, de acordo com as necessidades regionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida tem o objetivo de solucionar, a curto prazo, desequilíbrios na distribuição de especialistas na rede pública, conforme diagnóstico feito pela Comissão Interministerial da Gestão da Educação na Saúde.
A proposta é que o governo federal seja o indutor da formação de médicos especialistas, isto é, do planejamento de vagas – juntamente com as institucionais federais e particulares de ensino superior. “A residência médica deve ser voltada ao atendimento das necessidades dos cidadãos e, para isso, precisamos desenvolver políticas que permitam promover o adequado direcionamento das vagas para a melhoria da distribuição destes especialistas e, conseqüentemente, dos serviços de saúde”, afirmou Temporão.
Uma das possíveis soluções para o reequilíbrio na oferta de vagas e fixação dos residentes no interior do país é a oferta de cursos de especialização em regiões carentes de profissionais. Outra medida, segundo o secretário, é a abertura de cursos supervisionados de extensão dentro dos programas de residência médica, além do redirecionamento de bolsas.
CARÊNCIAS – De acordo com o secretário, as principais carências regionais do sistema público de saúde estão nas especialidades de cancerologia, medicina intensiva, neurologia, anesteseologia, pediatria e medicina da família e comunidade. “Justamente em áreas para as quais o governo desenvolve políticas públicas de saúde, como o programa Saúde da Família”, lembrou Francisco Campos.