Política
Debate
Tasso critica medidas contra crise propostas pelo governo
A MP integra o conjunto de medidas implementadas pelo governo federal para enfrentar os impactos da crise financeira mundial
18 Nov 2008 - 16h46min
Durante debate realizado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) criticou mecanismo de proteção a empresas que fornecem materiais para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto na Medida Provisória 443/08. A MP integra o conjunto de medidas implementadas pelo governo federal para enfrentar os impactos da crise financeira mundial.
O senador pelo Ceará também considerou inadequada a liberdade dada à Caixa Econômica Federal para compra de construtoras, mecanismo previsto na MP 443/08. Em resposta, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o governo propôs o mecanismo como uma medida preventiva, para evitar pânico no mercado, frente ao anúncio de redução pessoal contratado na construção civil.
Em sua participação no debate, Tasso Jereissati disse ainda considerar o momento inadequado para que o Congresso discuta a criação do Fundo Soberano. Em posição oposta, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu que o governo amplie mecanismos de investimentos públicos.
Coutinho disse considerar que o país possui condições de manter um crescimento mínimo de sua economia, por ter um sistema bancário solido e capitalizado, um setor empresarial com capacidade de absorção de possíveis prejuízos com a crise e um mercado interno que mantém potencial de expansão. Com isso, disse, ele considera oportuna a discussão sobre novas formas de investimentos.
- Quem investe e poupa se torna mais forte para o futuro - afirmou Coutinho.
O presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), encerrou a audiência pública, anunciando para as próximas semanas a realização de outros debates sobre os impactos da crise financeira mundial.
O senador pelo Ceará também considerou inadequada a liberdade dada à Caixa Econômica Federal para compra de construtoras, mecanismo previsto na MP 443/08. Em resposta, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o governo propôs o mecanismo como uma medida preventiva, para evitar pânico no mercado, frente ao anúncio de redução pessoal contratado na construção civil.
Em sua participação no debate, Tasso Jereissati disse ainda considerar o momento inadequado para que o Congresso discuta a criação do Fundo Soberano. Em posição oposta, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu que o governo amplie mecanismos de investimentos públicos.
Coutinho disse considerar que o país possui condições de manter um crescimento mínimo de sua economia, por ter um sistema bancário solido e capitalizado, um setor empresarial com capacidade de absorção de possíveis prejuízos com a crise e um mercado interno que mantém potencial de expansão. Com isso, disse, ele considera oportuna a discussão sobre novas formas de investimentos.
- Quem investe e poupa se torna mais forte para o futuro - afirmou Coutinho.
O presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), encerrou a audiência pública, anunciando para as próximas semanas a realização de outros debates sobre os impactos da crise financeira mundial.
Agência Senado
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