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Lula cria o Ministério da Pesca

O presidente disse que o novo ministério terá estrutura maior, mais funcionários e até poderá instalar superintendências nos estados


29 Jul 2008 - 21h03min

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¿É preciso pensar, elaborar, executar melhor isso. As pessoas [pescadores] não podem viver mais nesse abandono¿, disse Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (29), em Salvador, uma medida provisória que transforma a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) em ministério. A assinatura foi durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Pesca e Aqüicultura. A MP será publicada nesta quarta (29) no Diário Oficial da União.

O presidente Lula disse que o novo ministério terá estrutura maior, mais funcionários e até poderá instalar superintendências nos estados para “definir a pesca corretamente”.

O presidente definiu como uma “vergonha” o Brasil produzir apenas um milhão de toneladas de pescado por ano, sendo que países com costas litorâneas menores, como o Peru, que tem uma produção de nove milhões de toneladas.

“É preciso pensar, elaborar, executar melhor isso. As pessoas [pescadores] não podem viver mais nesse abandono”, disse Lula.

De acordo com a Seap, o ministério terá um orçamento maior e um quadro de pessoal próprio. Hoje, o órgão tem 200 funcionários, a maioria cedidos ou terceirizados. Já foi autorizada a contratação de 200 técnicos temporários, assim, o novo ministério terá, pelo menos, 400 funcionários.

A assessoria da seap não informou em quanto deve aumentar o orçamento, que hoje é de R$ 200 milhões.

O ministério será responsável por toda a administração da cadeia produtiva do pescado, o que representará compartilhar, por exemplo, a tarefa de ordenar a pesca (definir quantidade por espécie, época em que a atividade pode ser realizada) com o Ministério do Meio Ambiente.

O ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, antecipou que o governo liberará R$ 1,750 bilhão para o plano nacional até 2011, montante cinco vezes superior ao liberado há quatro anos.

Com o plano nacional, a meta é aumentar até 2011 a produção de pescado no país em 40%, passando de um milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas anuais, sendo que 25% virão da pesca e 75% da produção em cativeiro, de acordo com Gregolin.

Para atingir essas metas, as propostas do governo são a construção de 20 terminais pesqueiros públicos, de 120 centros integrados de pesca artesanal, com estruturas para a instalação de fábricas de gelo para armazenamento, o cultivo em cativeiro em 40 reservatórios de águas da União e linhas de crédito no valor de R$ 1,5 bilhão para modernização dos navios pesqueiros.

O plano prevê ainda medidas de estímulo para que o brasileiro coma mais peixe, como a capacitação de merendeiras para incentivarem as crianças a comerem mais pescados.

O governo quer incrementar o consumo de sete quilos anuais de peixe por habitante para nove quilos.

“Queremos transformar o peixe no frango das águas do nosso Brasil, em termos de rentabilidade”, disse o ministro.

O plano deve gerar um milhão de empregos, segundo a Seap.

Agência Brasil

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01/08/2008
16:46

Só esqueceram de mencionar na matéria que foram criados 297 cargos para preenchimento SEM CONCURSO PÚBLICO para este novo Ministério. Isso gerará uma despesa de 14 milhões de reais aos cofres públicos. Mais uma vez o nosso (cof) presidente se aproveita de uma Medida Provisória para criar à sua vontade, medidas sem passar antes pelo crivo do Congresso. Repetindo: 297 CARGOS PREENCHIDOS SEM (ISSO MESMO! SEM!) CONCURSO PÚBLICO!! Dá pra ter dúvida de como esses cargos serão preenchidos? O nível intelectual desses novos funcionários? O nepotismo gritando dentro desse Ministério? Tomem na cabeça eleitores do LULA!

leomema

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29/07/2008
21:23

O panorama poderia ser outro a bastante tempo, não fosse os entraves ambientais, principalmente quanto a implantação de projetos de aquicultura. O problema reside na falta de conhecimento, na inflexibilidade dos burocratas que se escondem atrás de números fictícios levantados por organizações imbuídas do propósito de entravar o progresso, sob a alegação de que tais projetos trazem impactos sócio-ambientais para as comunidades que vivem nas proximidades de regiões produtoras, quer costeiras, como próximas a parques aqüícolas interiores.

costaneto64

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