Política
Articulações
PSDB e DEM querem levar votação da CPMF para 2008
A oposição definiu um roteiro em que prevê derrubar a arrecadação para além dos três meses
11 Dez 2007 - 07h20min
Diante da informação de que o Planalto prefere adiar a votação da CPMF a ser derrotado no plenário do Senado, líderes do PSDB e do DEM definiram na segunda-feira, 10, que vão trabalhar de terça-feira (11) até o fim desta semana para acuar o governo e levar em definitivo a votação da emenda constitucional para o ano que vem. Participaram da articulação o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, e os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves.
Como o governo já sinalizou a possibilidade de convocar o Senado no recesso, a oposição definiu um roteiro em que prevê derrubar a arrecadação da CPMF para além dos três meses da noventena, o que já daria uma quebra de receita em torno de R$ 15 bilhões. O roteiro prevê a alteração da emenda em uma negociação especial, levando-a de volta para a Câmara, para mais dois turnos de votação. Os oposicionistas acham que assim poderão adiar a aprovação da emenda até maio ou junho.
Os tucanos avaliam que em uma negociação no ano que vem o governo seria levado a aceitar a redução real da alíquota da CPMF, a dividir a receita com Estados e municípios e a repassar para os governadores até mais recursos da Cide (o imposto sobre combustíveis). Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negociou reduzir a alíquota de 0,38% para 0,36%.
Por causa das festas de fim de ano, a convocação extraordinária, calculam os senadores tucanos e do DEM, só deve começar a render quórum depois de 10 de janeiro. E o carnaval já é na primeira semana de fevereiro - o que esvaziaria, de novo, o Congresso por pelo menos uma semana. Mais uma vez, o DEM exigiria o cumprimento de todos os prazos regimentais, permitindo alterações só com acordo de todas as lideranças.
A opção, principalmente dos tucanos, pelo adiamento da votação da CPMF para o ano que vem foi o tema da conversa mantida ontem entre o senador Guerra e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O governador já foi escalado pelo Planalto para funcionar como uma espécie de interlocutor da base aliada entre os tucanos. Campos já havia conversado na semana passada com o governador Aécio Neves, procurando uma negociação que permitisse ganhar um ou dois votos na bancada tucana.
Como o governo já sinalizou a possibilidade de convocar o Senado no recesso, a oposição definiu um roteiro em que prevê derrubar a arrecadação da CPMF para além dos três meses da noventena, o que já daria uma quebra de receita em torno de R$ 15 bilhões. O roteiro prevê a alteração da emenda em uma negociação especial, levando-a de volta para a Câmara, para mais dois turnos de votação. Os oposicionistas acham que assim poderão adiar a aprovação da emenda até maio ou junho.
Os tucanos avaliam que em uma negociação no ano que vem o governo seria levado a aceitar a redução real da alíquota da CPMF, a dividir a receita com Estados e municípios e a repassar para os governadores até mais recursos da Cide (o imposto sobre combustíveis). Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negociou reduzir a alíquota de 0,38% para 0,36%.
Por causa das festas de fim de ano, a convocação extraordinária, calculam os senadores tucanos e do DEM, só deve começar a render quórum depois de 10 de janeiro. E o carnaval já é na primeira semana de fevereiro - o que esvaziaria, de novo, o Congresso por pelo menos uma semana. Mais uma vez, o DEM exigiria o cumprimento de todos os prazos regimentais, permitindo alterações só com acordo de todas as lideranças.
A opção, principalmente dos tucanos, pelo adiamento da votação da CPMF para o ano que vem foi o tema da conversa mantida ontem entre o senador Guerra e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O governador já foi escalado pelo Planalto para funcionar como uma espécie de interlocutor da base aliada entre os tucanos. Campos já havia conversado na semana passada com o governador Aécio Neves, procurando uma negociação que permitisse ganhar um ou dois votos na bancada tucana.
Agência Estado
Dê sua nota clicando nas estrelas
Comentar essa notícia
Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.
Mais Notícias
Últimas
Indique essa notícia









