Política
JUSTIFICATIVA
Ex-governador do Maranhão culpa grupos políticos rivais por envolvimento na Operação Navalha
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O ex-governador do Maranhão José Reinaldo Carneiro Tavares, investigado pela Operação Navalha, negou participação no suposto esquema de fraudes em licitações públicas para beneficiar a construtora Gautama. Ele atribuiu as acusações à ação de grupos políticos de oposição.
Detido na última quinta-feira (17), Tavares foi libertado no domingo. Hoje, foi o sétimo suspeito ouvido pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, relatora do inquérito. O depoimento foi acompanhado por um subprocurador do Ministério Público Federal e um delegado da Polícia Federal.
“Eu acredito que meu nome tenha sido envolvido por pressão de grupos políticos que forneceram dados falsos às pessoas que estavam cuidando do inquérito”, disse Tavares após o depoimento - realizado a portas fechadas. “No Maranhão, há uma guerra política enorme. O grupo que perdeu as eleições dominava a região há mais 40 anos e detém meios de comunicação muito fortes”.
Tavares afirmou que durante sua gestão (2003-2006), a Gautama ganhou apenas uma licitação para a execução de obras públicas no estado. Segundo ele, esse contrato demorou a ser executado e nada teve a ver com outro, disputado pela construtura Queiroz Galvão.
“Tínhamos a promessa de receber um financiamento de um banco italiano e, em 2003, fizemos um primeiro contrato para construir mais de 100 pontes, mas ele não foi usado [executado] até termos de dar prosseguimento à BR 402, que passa pelos Lençóis Maranhenses e é importante para o turismo no estado”.
Segundo o ex-governador, para esta nova obra foi feito um convênio com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e, como contrapartida, o governo estadual deveria construir quatro pontes. “Só então usamos o contrato da Gautama”.
Tavares negou qualquer espécie de favorecimento a esta empresa. “Eu vi no inquérito que a construção das pontes eram [uma exigência da licitação] para dar condições para que a Gautama vencesse também a concorrência referente à pavimentação da BR 402. Só que ela foi desclassificada”. Segundo ele, "não há nenhuma configuração de nenhum benefício à Gautama no Maranhão”.
Durante o depoimento, Tavares também respondeu sobre a acusação de que teria recebido um carro de presente do dono da construtora, Zuleido Soares Veras, para favorecer a empresa. Ele afirma ter pago R$ 110 mil pelo veículo, adquirido, segundo ele, na “única concessionária Citröen de Brasília”. “O carro foi comprado por mim, não em agosto de 2006, mas em março do mesmo ano, em uma concessionária de Brasília”.
Segundo o advogado de Tavares, José Antonio Almeida, toda a documentação referente à compra do carro foi apresentada à ministra Eliana Calmon.
Detido na última quinta-feira (17), Tavares foi libertado no domingo. Hoje, foi o sétimo suspeito ouvido pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, relatora do inquérito. O depoimento foi acompanhado por um subprocurador do Ministério Público Federal e um delegado da Polícia Federal.
“Eu acredito que meu nome tenha sido envolvido por pressão de grupos políticos que forneceram dados falsos às pessoas que estavam cuidando do inquérito”, disse Tavares após o depoimento - realizado a portas fechadas. “No Maranhão, há uma guerra política enorme. O grupo que perdeu as eleições dominava a região há mais 40 anos e detém meios de comunicação muito fortes”.
Tavares afirmou que durante sua gestão (2003-2006), a Gautama ganhou apenas uma licitação para a execução de obras públicas no estado. Segundo ele, esse contrato demorou a ser executado e nada teve a ver com outro, disputado pela construtura Queiroz Galvão.
“Tínhamos a promessa de receber um financiamento de um banco italiano e, em 2003, fizemos um primeiro contrato para construir mais de 100 pontes, mas ele não foi usado [executado] até termos de dar prosseguimento à BR 402, que passa pelos Lençóis Maranhenses e é importante para o turismo no estado”.
Segundo o ex-governador, para esta nova obra foi feito um convênio com o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e, como contrapartida, o governo estadual deveria construir quatro pontes. “Só então usamos o contrato da Gautama”.
Tavares negou qualquer espécie de favorecimento a esta empresa. “Eu vi no inquérito que a construção das pontes eram [uma exigência da licitação] para dar condições para que a Gautama vencesse também a concorrência referente à pavimentação da BR 402. Só que ela foi desclassificada”. Segundo ele, "não há nenhuma configuração de nenhum benefício à Gautama no Maranhão”.
Durante o depoimento, Tavares também respondeu sobre a acusação de que teria recebido um carro de presente do dono da construtora, Zuleido Soares Veras, para favorecer a empresa. Ele afirma ter pago R$ 110 mil pelo veículo, adquirido, segundo ele, na “única concessionária Citröen de Brasília”. “O carro foi comprado por mim, não em agosto de 2006, mas em março do mesmo ano, em uma concessionária de Brasília”.
Segundo o advogado de Tavares, José Antonio Almeida, toda a documentação referente à compra do carro foi apresentada à ministra Eliana Calmon.
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