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Bienal paulista destaca produção alemã


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11/08/2008 00:36

Escritor Robert Menasse(Foto: DIVULGAÇÃO)
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Escritor Robert Menasse(Foto: DIVULGAÇÃO)


Boa parte da literatura alemã consagrada internacionalmente tem seus escritores oriundos do chamado Grupo 47, associação que reuniu entre o pós-guerra e os anos 70 nomes como os vencedores do Prêmio Nobel Heinrich Böll (1917-1985) e Günter Grass, e ainda Peter Handke e Hans Magnus Enzensberger, entre outros.

Para apresentar um panorama da recente produção literária em língua alemã, a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre quinta-feira e 24 de agosto, reúne seis escritores das gerações posteriores ao Grupo 47 em seu principal palco de eventos, o Salão de Idéias. Um deles, Robert Menasse, tem dois livros editados no Brasil: Espelho Cego (Companhia das Letras, 2000) e A Certeza Sensível (Estação Liberdade, 1991).

Dois outros já têm lançamentos previstos no país: Julia Franck, que lança na Bienal A Mulher do Meio-Dia (Nova Fronteira), saga familiar que deu a ela o Deutscher Buchpreis, o Booker Prize alemão. E Ilija Trojanow, cujo O Colecionador de Mundos, romance histórico sobre o explorador britânico Richard Burton (1821-1890), sai em 2009 pela Cia das Letras.

Wolfgang Bader, diretor do Instituto Goethe São Paulo, que convidou os escritores, ressalta que, na literatura em língua alemã, faz-se uma distinção entre a produção ligada à República de Bonn -capital da Alemanha Ocidental, com o país dividido do pós-guerra- e a República de Berlim -o país reunificado, aberto à internacionalização da cultura.

"A esta República corresponde uma transição de geração literária, que tem ainda a Alemanha como tema, mas que também explora mais o mundo", afirma Bader. "Temos mais autores jovens, que viajam muito, mais mulheres e mais escritores com ascendência não alemã. Os temas de que tratam são de interesse global e refletem a convivência entre diferentes culturas."

Em paralelo à Bienal, o Goethe abriga a Semana de Literatura Alemã, entre 18 e 22 de agosto.

Segundo Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, que organiza a Bienal, a presença alemã reforça o caráter internacional desta 20ª edição, ainda um evento com mais apelo comercial -são 2 milhões de livros à venda, 4.000 deles lançamentos- do que literário -a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) permanece o principal palco das letras no país.

Ao todo são 50 convidados estrangeiros, de 14 países -a Espanha também traz grande número de escritores (nove). São 73 expositores estrangeiros, representando dez países, entre eles a Índia, que, segundo Rosely, vem pela primeira vez à bienal paulista. Outros destaques internacionais são a vencedora do Pulitzer Samantha Power e o escritor mexicano Guillermo Arriaga, roteirista premiado no Festival de Cannes de 2005 por Três Enterros. (Folhapress)


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