O livro Cidade (i)legal retrata a organização urbanística brasileira e tem lançamento marcado para hoje à noite na sede do Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia, CREA
23/06/2008 00:20

Em 10 artigos, o (i)legal, o (in)formal e o (ir)regular de uma cidade contemporânea de terceiro mundo são apresentados ao leitor. O acesso à terra, particularmente no que diz respeito aos marcos regulatórios estabelecidos no recente "direito urbanístico", é um dos assuntos mais dissecados pelos especialistas. Cidade (i)legal, que será lançado hoje às 19h30min, busca mostrar os contrastes de crescimento das metrópoles brasileiras.
Ideal para estudiosos urbanos em geral, a obra discute do código civil ao estatuto da cidade, passando por proposições de reforma da ordem jurídico-urbanística no Brasil e pelo contraponto favela versus cidade. O pano de fundo é a realidade brasileira, cidades como São Paulo, Belém e Maceió são contempladas com análises mais detalhadas. O livro Cidade (i)legal também analisa o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos, que, por diversas vezes, desenvolvem-se às margens da legalidade, com o surgimento de assentamentos informais, favelas, loteamentos clandestinos e áreas de risco.
A obra foi organizada por Márcio Moraes Valença, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e doutor em geografia urbana e estudos regionais. O único cearense que participa é o professor do programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará, José Borzacchiello da Silva. Um dos artigos traz uma entrevista que o professor concedeu ao organizador do livro. Ele fala sobre o mercado de trabalho, abordando a dificuldade do processo migratório. "Explico como se dá a migração, de que forma a falta de condições provoca o deslocamento em massa de trabalhadores em busca de melhores condições de vida", conta.
Serviço:
Lançamento do livro "Cidade (i)legal": Hoje, 23, às 19h30min, na sede do CREA (rua Castro e Silva, 81, Centro).