Vida & Arte
SHOW
Alumínio invisível
A banda Invisível se apresenta em Fortaleza amanhã. O show traz uma prévia do próximo CD da dupla, A Era do Amor, previsto para o primeiro semestre de 2008
Angélica Feitosa
especial para O POVO
24 Dez 2007 - 02h13min
No palco, as performances e as músicas góticas dividem espaço com leitura de poesias. A literatura brasileira e européia, sobretudo a parnasiana e a romântica - por contraditório que isso pareça - permeia as criações. Álvares de Azevedo, Casamiro de Abreu, Castro Alves, Olavo Bilac. Oscar Wilde, Rilke, Addous Huxley e Shakespeare. Unido a isso, o rock nacional dos anos 80 e o gothic rock. É dessa mistura que nasceu da Banda Invisível, de Brasília, que se inspira na literatura para criar o seu som gótico e já soma 10 anos de estrada. Ao aportar pela primeira vez em Fortaleza, a banda realiza dois shows, o primeiro já ocorrido no último sábado (20), no Hey Ho Rock Bar. A banda faz uma apresentação vespertina nesta terça (25), no Não é Metal, mas é Alumínio, em alusão ao local onde se realiza a festa: um galpão de uma empresa de alumínios, na avenida Jovita Feitosa.
O grupo vem à cidade numa espécie de intercâmbio. Em março, a banda formada por Marcos Vinícius, o Orpheus Lírico (guitarra e voz), e por João Paulo, o JP (guitarra e backing vocal), que costuma convidar bandas de todo o país para tocar com eles no Distrito Federal, convidou a banda cearense Plastic Noir. Agora o convite é retribuído. "É uma iniciativa que já fizemos algumas vezes. Dessa forma, acabamos conhecendo e interagindo com muita gente da cena alternativa, trocando experiência", conta JP, por telefone, de Brasília. A apresentação também conta com os shows das bandas Agony e Donzela.
A apresentação mostra a faceta recente da Banda Invisível. A mudança começou com a retirada do teclado, o baixo e a bateria e redução do número de integrantes - antes eram quatro músicos e agora ficou a dupla. No lugar, aderiram às batidas eletrônicas, saindo de uma forte influência do gótico dos anos 80 para o eletro-gótico. JP explica que a transformação foi gradativa e seguiu ao desejo de angariar pessoas que, a princípio, não se identificavam com a música gótica. Ele diz que as músicas ficaram acessíveis a um maior número de pessoas, mas ainda mantendo os enfoques existencial, intimista e romântico originais. "Ainda é essa busca da simplicidade. Queríamos fazer um som que se aproximasse também o rock, com letras que partissem de nós para atingir mais as pessoas. As letras hoje falam mais de amor, da busca da conceituação do ser e desse ser no mundo", fala JP.
A banda tem dois CDs gravados, Olhos (2000), A Era da Percepção (2004), e estão em processo de finalização do terceiro, intitulado A Era do Amor. O álbum é o primeiro do grupo a trazer as batidas eletrônicas na música gótica, com gravações, além do português, em francês e inglês. O que a dupla chama de "mundo invisível" estará presente nas três línguas. "Falamos daquilo que não está perceptível aos olhos, algo de um mundo oculto. É algo que se busca, o que deveria ser buscar. Falamos de sentimentos e do mais fortes deles: o amor".
SERVIÇO
Show das Bandas Invisível, Plastic Noir, Agony e Donzela. Na av. Jovita Feitosa, 999 - Parquelândia (Em frente ao Colégio Antônio Sales). Ingresso: R$ 10. Informações: 3214 2436
O grupo vem à cidade numa espécie de intercâmbio. Em março, a banda formada por Marcos Vinícius, o Orpheus Lírico (guitarra e voz), e por João Paulo, o JP (guitarra e backing vocal), que costuma convidar bandas de todo o país para tocar com eles no Distrito Federal, convidou a banda cearense Plastic Noir. Agora o convite é retribuído. "É uma iniciativa que já fizemos algumas vezes. Dessa forma, acabamos conhecendo e interagindo com muita gente da cena alternativa, trocando experiência", conta JP, por telefone, de Brasília. A apresentação também conta com os shows das bandas Agony e Donzela.
A apresentação mostra a faceta recente da Banda Invisível. A mudança começou com a retirada do teclado, o baixo e a bateria e redução do número de integrantes - antes eram quatro músicos e agora ficou a dupla. No lugar, aderiram às batidas eletrônicas, saindo de uma forte influência do gótico dos anos 80 para o eletro-gótico. JP explica que a transformação foi gradativa e seguiu ao desejo de angariar pessoas que, a princípio, não se identificavam com a música gótica. Ele diz que as músicas ficaram acessíveis a um maior número de pessoas, mas ainda mantendo os enfoques existencial, intimista e romântico originais. "Ainda é essa busca da simplicidade. Queríamos fazer um som que se aproximasse também o rock, com letras que partissem de nós para atingir mais as pessoas. As letras hoje falam mais de amor, da busca da conceituação do ser e desse ser no mundo", fala JP.
A banda tem dois CDs gravados, Olhos (2000), A Era da Percepção (2004), e estão em processo de finalização do terceiro, intitulado A Era do Amor. O álbum é o primeiro do grupo a trazer as batidas eletrônicas na música gótica, com gravações, além do português, em francês e inglês. O que a dupla chama de "mundo invisível" estará presente nas três línguas. "Falamos daquilo que não está perceptível aos olhos, algo de um mundo oculto. É algo que se busca, o que deveria ser buscar. Falamos de sentimentos e do mais fortes deles: o amor".
SERVIÇO
Show das Bandas Invisível, Plastic Noir, Agony e Donzela. Na av. Jovita Feitosa, 999 - Parquelândia (Em frente ao Colégio Antônio Sales). Ingresso: R$ 10. Informações: 3214 2436
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