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Vida & Arte

TIM FESTIVAL

Do rock ao funk carioca

Luciano Almeida Filho
Enviado ao Rio de Janeiro

A segunda noite do evento no Rio de Janeiro mostrou Juliette Lewis à vontade no papel de rockstar e a banda The Killers entusiasmada


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30/10/2007 02:40

Juliette Lewis, uma rockstar que esbanjou sensualidade no Rio(Foto: Divulgação)
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Juliette Lewis, uma rockstar que esbanjou sensualidade no Rio(Foto: Divulgação)

Noite de bela lua e estrelas no céu da Marina da Glória, com direito à vista da entrada da Baía de Guanabara. O mau tempo, que maculou o primeiro dia de programação do TIM Festival no Rio de Janeiro, se foi e a noite de sábado prometia. A programação também estava menos apertada. Resultado: as duas atrações do palco Novo Rock US fizeram bonito e o grand finale com a tal TIM Festa botou todos pra dançar até o sol nascer na manhã de domingo.

Juliette Lewis se mostrou uma rockstar da melhor estirpe. O vacilo da equipe de som no início deixou tudo muito embolado. O problema foi sendo solucionado aos poucos. Enquanto isso, a estrela de Assassinos por natureza provava que estava completamente à vontade no papel de cantora de uma ruidosa banda de garagem. Pulava, gritava, esbanjava sensualidade com seu corpo em forma à mostra, corria de um lado para o outro do palco, soltava palavrões de satisfação. À frente dos Licks, ela pôs fogo na platéia e até ameaçou um strip.

Se em disco, Juliette & the Licks se mostra uma banda puxada para o punk-rock garageiro, ao vivo há um sabor hard-rock com os músicos exibindo mais seus talentos, mesmo não sendo grandes virtuoses de seus instrumentos. Juliette é uma rocker como poucas. Dá o máximo de si em cima do palco e até embaixo dele. Ela deu um susto na segurança do local ao se jogar literalmente para o público. Sem medo de ser feliz, Juliette mergulhou na platéia no fim do show.

Dândi
Pausa para a cerveja e o comentário era geral, Juliette saiu do palco com bem mais fãs que entrou. Enquanto isso, no palco, os técnicos arrumavam cenário, instrumentos, caixas para a entrada do quarteto The Killers. O dândi Brandon Flowers e seus amigos convidaram os presentes para conhecer a cidade de Sam, uma alegoria para sua Las Vegas natal. Em seus terninhos bem cortados, pareciam a antítese do espasmo roqueiro anterior. O público nem ligou para as diferenças de estilo, estava ali para conferir uma de suas bandas prediletas e cantar junto cada música.

Os Killers satisfizeram a todos, do início ao fim. Mesmo que a apresentação tenha dado uma leve caída após Somebody told me, o grande sucesso da banda, mas logo se recuperou. E o público se deleitou com um rock passado pela influência do techno-pop oitentista, com teclados dominando e deixando a guitarra em segundo plano. Flowers se revelava entusiasmado com a receptividade dos brasileiros que sabiam todas as músicas de cor.

Enquanto na tenda principal, o entusiasmo era a tônica. Na tenda TIM Cool, os projetos Axial e Winona, do produtor escocês Craig Armstrong, se mostravam mais apropriados para uma sala cheia de sofás. Mas quando foi a vez do cirKus, projeto que tem entre os integrantes a cantora Neneh Cherry, não teve pra ninguém. Mesclando a eletrônica do trip-hop com muito suingue e até pitadas de world-music, o grupo conquistou o público esbanjando talento e carisma. Neneh Cherry era sem dúvida a grande estrela, mas Lolita Moon também soltou sua bela voz e o produtor Cameron "Booga Bear" McVey, maridão de Cherry, se mostrava bem à vontade no palco, além dos excelentes músicos. Não faltaram palavras de ordem contra George W. Bush e apelos à paz mundial.

Fim dos shows, início da grande festa de encerramento. Todos os palcos receberam DJs dos mais variados estilos, mas foi a tenda dedicada ao Funk Brasil que atraiu a maior parte do público. O veterano DJ Marlboro dividiu as honras com os internacionais Diplo e Gringo - este radicado no Brasil -, Sandrinho, entre outros. E olha que às duas da madrugada a fila ainda era grande para entrar nesta festa.

Luciano Almeida Filho viajou à convite da TIM Nordeste.


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