Virgílio Maia
02/06/2007 17:19
Não para nós, Senhor, não para nós:
tanta tenda turqui, a tal bandeira,
corações de cobiça, a fome atroz,
a poeira, Senhor, morte e canseira,
após o vandalismo, e, mais, após,
os gumes latejando, a derradeira
oração sem fervor, raiva feroz,
os massacres, Senhor, cada fronteira
a sangue conquistada e a tanto custo,
e a prata, o preto e os rubros encarnados
numa cena que nunca mais se some:
nada é nosso, Senhor: tempo mais justo
dia dirá razões desses pecados:
só para maior glória do Teu nome.
Obs.: O terceiro verso segue no orginal manuscrito!
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