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Vida & Arte

A Fortaleza de Marinês


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14/05/2007 23:32


Marinês estava em plena vitalidade, como pôde ser vista no último réveillon do Kukukaya, quando dividiu as honras da casa com Dominguinhos - o mais legítimo herdeiro de Gonzagão. Foi a última vez que o público de Fortaleza pôde conferir o carisma de grande majestade da música nordestina. Mas a cidade fez parte da trajetória artística e pessoal da cantora. Antes mesmo de ser apresentada a Luiz Gonzaga, ela e seu marido, o sanfoneiro Abdias, se estabeleceram na capital cearense como contratados da Rádio Iracema, em 1954, depois de trabalhar em emissoras da Paraíba e Alagoas. Vieram para cá em busca de melhor condições de trabalho.

Foi exatamente aqui que Marinês e Abdias conheceram o zabumbeiro Cacau, ex-integrante do grupo que acompanhava Luiz Gonzaga, com quem formaram um trio que viria a se tornar, mais tarde, o nacionalmente famoso Marinês e Sua Gente - batizados assim pelo então radialista Abelardo Barbosa, o Chacrinha, já no Rio de Janeiro, em 1956. A formação do trio ficou com Marinês (voz e triângulo), Abdias (sanfona) e Cacau (zabumba).

Sua história voltaria a cruzar os céus de Fortaleza depois que seu filho, também sanfoneiro e produtor musical, Marcos Farias, casou com a cantora cearense Sheilami e aqui se estabeleceu trabalhando para a indústria do novo forró. Marinês acabou se transferindo para cá, junto com seu segundo filho, Celso Othon, no final de década de 90. Dizia que era pra ficar perto do filho e dos netos. Aqui chegou a gravar um disco para o selo SomZoom. Acabou voltando para Campina Grande (PB), reclamando de que não conseguia fazer shows no circuito de forró da cidade, cujo mercado estava dominado pelas bandas.

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