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Trabalhador em festa

Em um dia branco, como hoje, Geraldo Azevedo se apresenta em Fortaleza. Encerra, logo mais às 18 horas na Praça do Ferreira, a programação do Dia Mundial do Trabalho promovida pela Central Única dos Trabalhadores - Seção Ceará (CUT-CE)


01 Mai 2007 - 01h22min

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GERALDO AZEVEDO é a principal atração da festa hoje no Praça do Ferreira/ FOTO DIVULGAÇÃO
Em um dia branco, como hoje, Geraldo Azevedo se apresenta em Fortaleza. Encerra, logo mais às 18 horas na Praça do Ferreira, a programação do Dia Mundial do Trabalho promovida pela Central Única dos Trabalhadores - Seção Ceará (CUT-CE). A última vez que o cantor e compositor pernambucano veio a Fortaleza foi em setembro último, na II Grande Caminhada Pela Paz. De lá pra cá, uma novidade: o lançamento, agora em abril, do álbum O Brasil Existe em Mim. Gravado de forma independente, pelo selo Geração (e distribuído pela major Sony-BMG), o novo álbum de inéditas agrega músicas em parcerias com colegas como Elba Ramalho (na faixa São João Barroco) e o conterrâneo Alceu Valença (em Já que o Som Não Acabou), com quem Geraldo estreou no mercado fonográfico, dividindo LP editado em 1972. Entre novas músicas (O que me Faz Cantar, Chorinho de Criança, Farol Lunar, O Paraíso Agora, Tudo É Deus e Serena Cor), Geraldo ainda canta dueto com Clarice Azevedo, sua filha, em Ver de Novo.

Por aqui, o show se divide entre músicas do CD novíssimo e grandes pérolas de seu repertório, construído em 40 anos de carreira e mais de 25 discos. Bons exemplos são a releitura de sucessos como a lírica amorosa Dia Branco, o swing caribenho de Veneza Americana, o urbano-futurismo de Táxi Lunar, o xote Todo Jeito Ela Tem. Seus shows ao vivo normalmente são encerrados com fechos dourados: são os frevos eletrizantes que põem fogo no salão, como Tempo Tempero, Pega Fogo Coração, Tempo Folião. Geraldo é de Petrolina, progressista cidade às margens do Rio São Francisco, em Pernambuco. Autodidata, aos 12 anos já tocava violão. Mudou-se para Recife em 1963, aos 18, e lá se juntou ao Grupo Construção, onde encontrou pela primeira vez Teca Calazans, autora da famosa ciranda de Lia de Itamaracá, e com o percussionista Naná Vasconcelos. Ficou uma costura delicada de influências cruzadas, como as harmonias sofisticadas da bossa nova, herança da influência de João Gilberto (baiano da vizinha Juazeiro - é só atravessar a ponte) e os ritmos pulsantes nordestinos. É, definitivamente hoje é dia de bater em estação lunar.


SERVIÇO
1o. de Maio - Cut - Show com o cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo. Hoje, às 18 horas, na Praça do Ferreira. Gratuito.

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