Publicidade

Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Vida & Arte

DRAGÃO DO MAR

Fogo cruzado

A indefinição para os nomes que vão assumir a curadoria do Museu de Arte Contemporânea e a direção de Ação Cultural do Centro Cultural Dragão do Mar permanece até a próxima semana


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto

02/03/2007 23:00

ROBERTO Galvão e José Guedes (abaixo), artistas plásticos, estão no meio de uma polêmica em torno dos nomes para ocupar cargos no Museu e Ação Cultural do Centro Dragão do Mar
ROBERTO Galvão e José Guedes (abaixo), artistas plásticos, estão no meio de uma polêmica em torno dos nomes para ocupar cargos no Museu e Ação Cultural do Centro Dragão do Mar

A dúvida em relação aos nomes que deverão assumir a curadoria do Museu de Arte Contemporânea (MAC) e a direção de Ação Cultural do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) deve permanecer pelo menos até a próxima semana. Ainda sem uma data definida, o Conselho de Administração do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC), Organização Social que gerencia o equipamento do Centro Dragão do Mar, deve se reunir até a próxima sexta-feira para discutir a nomeação para os cargos.

Até agora, quatro nomes, dois para cada cargo, vão ser discutidos pelo Conselho. O convite para assumir a Ação Cultural foi feito ao sociólogo e professor Élcio Batista pela presidência do equipamento e pelo secretário de Cultura, Auto Filho, segundo informou a presidente do Centro Dragão do Mar, Maninha Moraes. Havia também a expectativa de permanência de Ricardo Rezende na curadoria do Museu. Entretanto, outras duas indicações foram enviadas diretamente do Gabinete do Governador: os artista plástico José Guedes, para a curadoria do MAC, e Roberto Galvão, para a direção de Ação Cultural.

Até ontem, Valéria Laena tinha sido indicada para ocupar uma diretoria que abrangeria os dois museus do Dragão: o de Arte Contemporânea e o Memorial da Cultural Cearense. A definição também está dependendo da decisão do Conselho.

Ontem à tarde, membros da clase artística se reuniram para elaborar um documento a ser entregue ao secretário Auto Filho pedindo a permanência de Ricardo Rezende na diretoria do Museu. O documento foi elaborado com base na reunião realizada na última quinta com artistas e o secretário. Nela, Auto Filho se comprometeu a entregar ao governador Cid Gomes o documento e marcar uma reunião dos artistas com o governador. "Ele (Ricardo Rezende) tem uma formação para trabalhar com administração dentro do Museu que o José Guedes não tem. Queremos a permanência porque ele tem desenvolvido um ótimo trabalho, que dá espaço à discussão com os artistas", afirmou o artista plástico Eduardo Campos. José Guedes é artista plástico e foi um dos responsáveis pela instalação do Museu Mad, de Sobral.

José Guedes confirmou o convite, mas optou por não se pronunciar sobre a indicação. O artista plástico, que foi curador do MAC entre 1998 e 2002, disse que, caso se confirme sua nomeação, prefere se deter a discutir projetos de gestão.

Embora não tenha recebido um convite oficial para a permanência no cargo, Ricardo Rezende disse que foi pego de surpresa com o convite feito a José Guedes, já que havia perspectiva de dar continuidade ao trabalho no Museu. Ele considerou positiva a iniciativa de reunião dos artistas. "A tomada de postura mostra que existe uma classe artista consciente de seus espaços, disposta a se manisfetar pelo que considera que esteja dando certo", disse. Sobre a indicação de José Guedes, Rezende disse que não pode respoder por uma decisão politica, mas caso se confirme, espera que Guedes "faça uma boa gestão e que dê continuidade aos projetos já iniciados". O contrato do curador encerrou na última quinta (1º) e, durante a indefinição, ele permanece no cargo.

Roberto Galvão disse sua indicação à Ação Cultural é um reflexo do trabalho realizado junto à Sobral, quando Cid era prefeito da cidade, e o artista realizava trabalhos de consultoria junto à Secretaria de Cultura e Turismo do município.

O professor Élcio Batista, o outro nome sugerido ao cargo, disse que a escolha de Galvão passa pelas relações que ele tem com o governo e, por isso, prefere não se pronunciar sobre o assunto. Disse também que se sentiu lisonjeado como convite, mas espera a decisão do conselho. "O importante é que a pessoa possa contribuir para o desenvolvimento da cultura e efetivação dos princípios democráticos".

O secretário de Cultura Auto Filho afirmou que "o governador tem legitimidade para fazer qualquer indicação para os cargos, já que foi eleito pelo povo". Mas que a definição final, informou, depende da decisão do Conselho Administração do IACC. Porém, ele admitiu que os nomes indicados pelo governo tem grandes possiblidades de ser escolhidos. Delânia Azevedo, presidente do Conselho e secretária adjunta da Secult, disse que o órgão tem autonomia de decidir as nomeações. "É legítima a preocupação dos artistas, mas tudo será definido de forma clara e democrática pelo Conselho, que conta com membros da sociedade civil, através dos membros de associações e de representantes do governo", disse.


Comente esta Notícia

Clique aqui para comentar



Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato