Publicidade

Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Vida & Arte

MÚSICA

Akon recusa título de "gangsta rapper"


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto

24/02/2007 03:22

AKON já foi ladrão de carros e hoje freqüenta o
AKON já foi ladrão de carros e hoje freqüenta o "mainstream" do hip hop

Se você assiste TV e ouve rádio pelo menos meia hora por dia, já ouviu Akon. No ano passado, o cantor senegalês radicado nos Estados Unidos lançou um dos discos mais badalados de 2006, Konvicted, que vendeu cerca de 283 mil cópias na semana de lançamento, colocando-o em segundo lugar numa lista de 200 da Billboard.Antes, Akon emplacou o single I Wanna Love You, com participação de Snoop Dogg, em primeiro lugar no Hot 100 da Billboard, e, em seguida, a faixa Smack That, com Eminem, entrou no segundo posto.

Além de uma voz singular, com acento africano que se presta tanto a cantar r&b quanto a rimar como rapper, parte do sucesso de Akon se deve a sua história. Aliaune Thiam, nome verdadeiro do artista, nasceu no Senegal e, aos oitos anos, mudou-se com os pais para New Jersey, nos EUA.

Filho do baterista de jazz Mor Thiam, Akon descobriu o hip hop bem jovem e estreou na carreira como muitos rappers já o fizeram: roubando. Sua "especialidade" era o furto de carros, e foi dirigindo uma BMW "muita lenta" que foi preso e passou três anos cumprindo pena em uma cadeia, onde escreveu a letra de Locked up, música com a qual estourou. "É uma loucura estar numa posição em que você não pode ir a nenhum lugar. Preso. Sem controle sobre sua vida. É uma situação muito desconfortável. Nenhum homem quer ficar nessa condição", fala Akon.

"Ao mesmo tempo, essa experiência me trouxe paciência, e acho que isso me ajudou a interpretar as coisas que acontecem ao meu redor", diz ele. Locked up, que tem participação do parceiro Styles P., é um rap sombrio, no qual Akon pede para "não deixá-lo preso". Assim como suas músicas mais recentes, essa foi parar entre as mais tocadas e impulsionou o lançamento de seu primeiro trabalho, Trouble, de 2004.

Se ele esperava pelo sucesso da faixa? "Definitivamente", responde. "Todo artista quando faz uma canção quer que ela estoure. Essa era uma música que sentia que seria grande."

De ladrão de carros, Akon passou a freqüentar o "mainstream" do hip hop - ele comprou uma mina de diamantes no sul da África -, com apoio da crítica e a bênção de Eminem, que se tornou seu "padrinho". "Não é todo dia que se pode trabalhar com pessoas como essas [Eminem]. É uma honra para mim", acredita Akon.

Influenciado por "boa música'', Akon transita pelo rap, pop, reggae e r&b, narrando, principalmente, histórias sobre os bastidores da cadeia e mulheres. Muitas delas, poderiam identificá-lo com o "gangsta rap", mas ele recusa a relação.

"As pessoas enxergam sua música de maneiras diferentes, depende de quem está ouvindo'', diz Akon. "Pessoalmente, não sei como classificá-la. A única coisa que quero é que as pessoas se divirtam. É o que mais importa para mim."

Sobre o gangsta rap, ele ainda diz que os músicos estão mais "conscientes" de sua posição. "As pessoas começam a entender mais sobre o poder da música e se engajar num movimento mais positivo."(da Folhapress)


SERVIÇO
Konvicted, do senegalês Akon. Universal Motown. R$ 30, em média


Comente esta Notícia

Clique aqui para comentar



Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato